terça-feira, 23 de junho de 2015

RE-ARRANJO E CULTURA
confluências de experiências.

O re-arranjo consiste em um processo criativo em que a música escolhida atua como base de composição para integrar as quatro áreas da Arte. O re-arranjo tem possiblidades infinitas de composição e pode ser realizado com os mais diversos tipos de recursos sonoros, não exige material próprio e amplia a experimentação de sons em diferentes objetos, uma vez que o produto final depende dos recursos disponíveis no momento. Portanto conclui-se que o re-arranjo é uma grande experiência de experiências, pelo conhecimento da música escolhida e todas as possibilidades de ‘re-arranjar’ a mesma, seja com o próprio corpo, com instrumentos, e também pela ampliação da cultura musical, nesse caso, através de um método instigante, ou seja, da preferência particular para o geral, pois a apreciação musical é particular e cultural, e observa-se no produto final, uma confluência de culturas musicais.
A música enquanto fenômeno cultural, podemos afirmar, segundo Luis Ricardo Silva Queiroz, que aborda questões como o papel da música com cultura, e a sua importância para sistematização da educação musical atualmente, o capítulo se baseia na exploração musical e suas possibilidades performáticas, o universal e o particular, que levam uma reflexão sobre os processos de ensino e aprendizagem em música, que levará à ações educativas que mostrem a complexidade e a variedade do fenômeno musical. O autor também enfatiza que toda atividade humana concebida socialmente torna-se performática, no sentido que o homem atribui, a cada situação vivida por ele, características e funções específicas, exigindo dos indivíduos comportamentos adequados à ocasião, ao momento e ao lugar. Também nos diz que a performance pode ser entendida como um modo de expressão e comunicação que faz de um evento social um veículo carregado de sentidos e de estruturas determinantes de situações diferenciadas das experiências e vivências cotidianas da sociedade. E também finaliza afirmando que “assim deve ser a experiência musical numa prática educativa, uma experiência que seja concebida como resultado da assimilação de aspectos relacionados à vida do indivíduo e, consequentemente, à sua cultura.”


Apontamentos retirados dos capítulos 2 (Luis Ricardo Silva Queiroz) e 5 (Maura Penna
Vanildo Mousinho Marinho) do livro: 

Contexturas: o ensino das artes em diferentes espaços / Vanildo Mousinho Marinho e Luis Ricardo Silva Queiroz (Organizadores). - João Pessoa: Editora Universitária / UFPB, 2005. 181 p.

O livro é recheado de muitas reflexões e possibilidades do ensino de Arte, vale a pena conferir.

http://www.ccta.ufpb.br/pesquisarte/Masters/contexturas.pdf




Formação de professores - contribuições do PIBID



O Livro Formação de professores - contribuições do PIBID, da editora UNICENTRO, publicado no ano de 2014, foi organizado por Karina W. Beckmann e Márcia T. Tembil.
Nele encontram-se 16 capítulos com estudos voltados ao desenvolvimento do PIBID em colégios estaduais nas áreas de humana e exatas.
O capitulo Xlll "O PIBID Formando Porfessores-Pesquisadores de Arte" escrito pela professora do departamento de arte-educação da UNICENTRO Daiane S. Stoeberl da Cunha, foi sugerido pela mesma para estudo. Segue a baixo uma breve síntese.  

O PIBID Arte, contribui para para a melhor formação docente, buscando valorizar o ensino da arte na educação básica, assim como a efetivação do ensino de música nas escolas, obrigatório desde 2012 com a implementação da lei nº 11.769 no artigo 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) 9394/96.
No primeiro semestre do ano de 2010 o projeto iniciou-se com os acadêmicos-pesquisadores tomando conhecimento do espaço escolar e das dinâmicas das duas escolas através de observações de aulas de arte e das práticas docentes em todo ambiente escolar como conselhos de classe, planejamentos, avaliações e etc.
Os acadêmicos-pesquisadores foram divididos em dois grupos sob supervisão de professoras de arte em ambos os colégios. Após essa fase as observações passaram a ser efetivas e os acadêmicos realizaram contribuições em sala e no segundo semestre de 2010 tornaram-se monitores e auxiliares dos professores regentes, o que tornou-se fundamental a interação dos acadêmicos dentro da escola. 
Após o processo de reconhecimento do ambiente escolar foi dado inicio a segunda etapa do projeto: a organização de oficinas extracurriculares em Arte.
De inicio os bolsistas aplicaram um questionário afim de coletar dados relevantes para a elaboração destas oficinas. As oficinas foram desenvolvidas como projetos educativos que englobam a visualidade, a sonoridade e a corporeidade, entendendo a musica como linguagem que envolve o corpo. 
Sendo assim todas as oficinas partiram da musica, entretanto cada uma possuía uma abordagem especifica. Sendo elas: Jogos Musicais/Teatrais, Fazendo Música Com Tudo, Hip Hop, Dos Fios de Cabelo as Pontas dos Pés.
Dentro dos quatro anos de projeto, pode-se destacar também o projeto "Musica e tecnologia" realizado nos anos de 2012 e 2013 nas escolas parceiras com alunos do ensino fundamental.
Neste projeto os bolsistas passaram pelas etapas citadas a cima até chegarem na elaboração e aplicação do mesmo. Este projeto foi fundamental para a qualificação do ensino de música diante das novas tecnologias.
Os alunos tiveram a oportunidade de criar e principalmente vivenciar propostas de produção musical e do pensamento contemporâneo em musica.
O desenvolvimento de projetos como o do PIBID Arte é essencial para formar professores capazes de realizar subprojetos a partir de múltiplas linguagens.




segunda-feira, 22 de junho de 2015

Projeto de ensino ConSom: uma abordagem didática da Arte Conceitual e Sonora

O PIBID Música/Arte finalizou a escrita do novo projeto de ensino, elaborado durante esse primeiro semestre do ano de 2015 pelas pibidianas, professoras supervisoras e Coordenadora. Então, vamos conhecer esse projeto?!
O Projeto de ensino ConSom: uma abordagem didática da Arte Conceitual e Sonora, traz uma maneira diferente para o professor trabalhar os temas de Arte Conceitual e Arte Sonora de forma associada, e pode ser adaptado conforme a turma que se deseja trabalhar. Pretende-se que os (as) alunos (as) compreendam e vivenciem um processo criativo em Arte Sonora a partir da perspectiva da Arte Conceitual.
Nesse projeto há 10 planos de aulas, referentes a 20 horas/aula.  Cada plano de aula contém sugestões de vídeos, músicas e materiais, além de conter atividades dinâmicas para cada aula. Paralelo ao projeto, desenvolveu-se uma apostila como material didático, que contém textos, atividades e espaços para que os alunos façam suas anotações.

A aplicação desse projeto no Colégio Estadual Bibiana Bitencourt e no Colégio Leni Marlene Jacob está no início, logo mais portaremos relatos dessa prática. Disponibilizamos neste link, o projeto e os materiais didáticos e convidamos você professor, para aplicar esse projeto em suas turmas e então dar seu relato de como seus alunos responderam a esse processo e compartilharmos nossas experiências!!

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Folclore Brasileiro, em Instalação Folclore Digital

Instalação Folclore Digital


No mês de maio a equipe do PIBID, visitou a Instalação sobre folclore brasileiro, em Curitiba- PR, exposta na Caixa Cultural.
A instalação é promovida pela dupla VJ Suave, reconhecida internacionalmente pelo trabalho com intervenções e mídias digitais. Combinando grafite digital, poesia, personagens animados, luzes e música, os artistas Ygor Marotta e Cecilia Soloaga proporcionam aos visitantes uma performance sensorial. A intenção da instalação é oferecer ao visitante e espectador a oportunidade de explorar imagens e sons da natureza com lendas do folclore brasileiro e com novas linguagens de mídia.
Na exposição, as lendas ganham vida combinadas com a tecnologia da projeção em video mapping – projeção de imagens em superfícies irregulares. A trilha eletrônica utiliza referências dos tambores africanos e cantos indígenas, explorando os quatro elementos da natureza (água, fogo, terra e ar) e quatro das lendas do folclore brasileiro: Mula sem cabeça, Saci-Pererê, Curupira e Boto Cor-de-Rosa.

 É uma experiência que agrega muito conhecimento e uma forma dinâmica de ensinar e aprender mais sobre nossa cultura.




domingo, 14 de junho de 2015

Arte, Atualidade e ensino

           No livro Arte, Atualidade e ensino, foi estudado o capitulo  Educação musical na disciplina de arte: perspectivas curriculares paranaenses, escrito por Daiane Stoeberl da Cunha, foi um dos textos aprofundados e discutido e  pelo pibidianos, com o proposito de enriquecer o conhecimento e refletir sobre as praticas pedagógicas do ensino de arte e em especial o ensino de música.
            O texto inicia-se fazendo uma breve apanhado histórico sobre o ensino de arte no brasil. A autora fala sobre a atual LDB, n. 9394/96 que significou um grande avanço para essa área do conhecimento, e sita alguns outros documentos entre eles estão os PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) que por sua vez, contemplam a área de arte servindo como pressuposto norteador na elaboração de planos e projetos pedagógicos nas escolas de rede publica e privada e em todos os níveis de ensino.
            O Paraná possui um outro documento chamado Diretrizes Curriculares Estaduais- DCE; sendo ela específica para cada disciplina, no final de cada documento á uma tabela onde os conteúdos são organizados por séries e devem ser tomados como ponto de partida para a organização da proposta pedagógica curricular das escolas.
            Pensado nesses documentos que devem auxiliar os professores a autora sistematiza perguntas onde foca-se no posicionamento pessoal de cada professor a frente das seguintes temáticas; ensino de Arte versus ensino específico das linguagens; a organização dos conteúdos nas Diretrizes Curriculares Estaduais; planejamento pedagógico frente aos conteúdos específicos da Arte; perspectiva sonoro-visual-corporal no ensino musical.
            Nas respostas sobre as DCE observamos que a maioria dos professores apresentam aspectos negativos, como desconhecimento dos conteúdos, inflexibilidade no planejamento, a atual organização da DCE confusa e sem conexão. Sobre o PTD – Plano de Trabalho Docente, percebemos alguns aspectos positivos e negativos, havendo críticas em relação ao ensino reprodutivista na arte.
            Sobre ensino da arte versus ensino especifico das linguagens, a autora separou as respostas em 3 categorias sendo elas: 1) ensino de uma área preferencialmente, 2)ensino das quatro áreas separadamente, 3) ensino da arte buscando a interrelação das áreas artísticas.

            Pensando nisso caro leitor, pergunto a você sobre a sua opinião em relação ao ensino de arte, ela deve ser ensinada como um todo, ou com linguagens separadas? É possível trabalhar com todas as áreas da arte, sendo elas separadas ou não, dentro da sala de aula?  Qual é a sua opinião sobre a dificuldade em se trabalhar as áreas da arte juntas?

O link do livro Arte, atualidade e ensino:
https://attachment.fbsbx.com/file_download.php?id=1415462828774824&eid=ASs38Tktf4LmHvNHOxbL-U_Rxli_v7LVpIu78UnDZmfwL9IOlTlLxpO58XyElMcpCtQ&inline=1&ext=1434303978&hash=ASssDIP0tSLYJoOt


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Museu Oscar Niemeyer

Em uma viagem cultural, realizada pelos participantes do PIBID no dia 28 de maio, tivemos a oportunidade de visitar o MON, localizado em Curitiba, capital do Paraná, projetado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer.  Teve sua inauguração no ano de 2002 e possui um espaço por cerca de 35 mil metros quadrados. No museu, são realizadas exposições voltadas para os temas de Artes Visuais, Arquitetura, Urbanismo e Design. O MON está aberto ao público de terça a sexta-feira, das 10h às 18h e no primeiro domingo de todo mês das 12h às 18h. É considerado um dos maiores pontos turísticos de Curitiba, já foi contemplado com alguns prêmios que lhe agregam valor e esse ano foi classificado entre os 10 museus brasileiros pra serem visitados pelo site “Pure Viagem”. 


Durante essa visita, pudemos contemplar obras de artistas renomados como Sebastião Salgado, Regina Silveira e Luiz Sacilotto.

                                                                  Sebastião Salgado

Fotógrafo brasileiro, nascido em Minas Gerais, se formou em economia, mas, após uma viagem a trabalho para a África começou seus trabalhos fotográficos, mas sem intenção de ser um profissional da área, mas ao passar do tempo foi descobrindo sua paixão pela fotografia. Desde então Sebastião Salgado começou a trabalhar com fotojornalismo e retrata temas sociais em suas imagens.
Sua exposição no MON é de sua obra "Genesis", imagens que são resultados de oito anos de trabalho e mais de trinta viagens, e a intenção dessa mostra é apresentar lugares não explorados pela vida moderna.
                                                          Algumas imagens de "Genesis":





                                                                  Regina Silveira

Regina Silveira, brasileira nascida no Rio Grande do Sul, é artista visual e arte-educadora.Iniciou seu contato com a arte como pintora, e no fim dos anos 60 teve contato com a arte conceitual, da qual trabalha até os dias de hoje. Devido ao fato de além de artista ser arte-educadora, sempre traz em suas obras mensagens relacionadas a temas culturais. Em "Crash!", sua mostra que estava em cartaz no MON durante nossa visita, Regina aborda temas como violência e perigo, através de um jogo de luz e sombras, objetos, e representações de objetos "perigosos".
                                                       Algumas imagens de "Crash!"






Luiz Sacilotto

Luiz Sacilotto, artista brasileiro já falecido em 2003, nasceu em São Paulo e veio de uma família de imigrantes italianos. Foi pintor, escultor e desenhista. Suas composições são marcadas por cores e formas geométricas, onde percebe-se um grande processo de elaboração até se chegar ao resultado final.
A exposição no Museu é referente às suas obras.
                                                     Algumas obras de Luiz Sacilotto:




Para mais referências e informações, visitem o site do Museu: http://www.museuoscarniemeyer.org.br/home

domingo, 7 de junho de 2015

Os Tapetes Contadores de Historias

A Equipe do PIBID 2015 teve oportunidade de visitar a Caixa Cultural em Curitiba e conhecer a mostra dos Tapetes Contadores de Histórias. Aberta ao público desde do dia 11 de abril finalizando no dia 31 de maio.
A mostra trouxe trabalhos inéditos do grupo Os Tapetes Contadores de Histórias, além de acervos já consagrados e obras criadas em parcerias com artistas franceses e peruanos. Na temporada em Curitiba além de ouvir as histórias houve também o momento do público compartilhar suas histórias. O Roda de Histórias consiste em um tempo destinado a troca de experiências, onde se compartilha histórias que podem ser lendas, narrativas, causos ou relatos. O ambiente é convidativo e informal fazendo com que o público se sinta a vontade para partilhar.


O grupo Os Tapetes Contadores de Histórias nasceu em 1998 com o objetivo de instigar em crianças e jovens o gosto pela leitura e artes. O hepteto formado em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do (UNIRIO) Rio de Janeiro busca em seu trabalho pesquisar a interação entre as artes visuais e os contos orais. Eles se utilizam de objetos como aventais, bonecos de pano, tapetes confeccionados, roupas, livros, caixas entre outros. As histórias contadas, podem ser contos populares ou autorais de diferentes fontes e até de escritores consagrados. O grupo é formado por Andrea Pinheiro, Cadu Cinelli, Edison Mego, Helena Contente, Ilana Pogrebinschi, Rosana Reátegui e Warley Goulart. Os Tapetes Contadores de Histórias já percorreram muitos lugares do nosso país e também do mundo como Espanha, México, Nicarágua, Peru, Chile, Portugal e Argentina contando histórias e também desenvolvendo oficinas de contação. 
Vale a pena conferir mais do trabalho da equipe e também ficar atento as programações das Caixa Cultural de Curitiba: 
http://tapetescontadores.com.br/
http://www.caixacultural.com.br/SitePages/unidade-home.aspx?uid=2