sexta-feira, 8 de julho de 2016

O que está rolando no Leni...

No momento todos nós pibidianos estamos nos focando na aplicação dos projetos, com a máxima atenção e cuidado com o ensino, e no Colégio Leni três projetos estão acontecendo:

As turmas de 9º ano estão estudando a cultura do nosso país com o projeto “Meu Brasil Brasileiro”, com produções musical, visual, teatral e com práticas de dança.


alunos apresentando a partitura gráfica criada para seus sons

Já na turma do 8º ano, os alunos estão produzindo sons com a segunda aplicação do projeto “Música e Tecnologia”. Essa turma em especifico faz parte do projeto “Conectados” do Governo do Estado, onde podemos usar os tablets com os alunos e a sala de aula é equipada com equipamentos como projetor e caixas de som.

Você pode conhecer mais sobre essa iniciativa nos links abaixo:

alunos na sala de informática editando seus sons

No período noturno também é trabalhado com turmas do 2º ano do Ensino Médio. Os alunos estão aprendendo com o projeto “Consom” sobre Arte Conceitual.

alunos na prática musical com percussão


alunos fazendo prática da técnica de Pollock



Em breve traremos analises de aplicações desses projetos!
Isabel

segunda-feira, 16 de maio de 2016

ANÁLISE E DISCUSSÕES SOBRE O LIVRO DIDÁTICO "ARTE EM INTERAÇÃO"

Uma das tarefas paralelas desenvolvidas pelo Pibid/Música este ano, é a leitura e análise do livro didático"Arte em Interação" para o ensino médio. Nossas primeiras discussões foram feitas a partir da leitura dos capítulos 01, 02 e 03 e compartilhamos aqui alguns dos tópicos discutidos e analisados.
Em geral percebemos que o livro organiza bem os conteúdos; trabalhando com questões e assuntos avançados, geralmente só vistos na graduação, e também aborda de forma significativa o desenvolvimento da arte no Brasil, valorizando assim, nossa cultura. A própria organização dos conteúdos favorece a hibridização das linguagens, assunto tão frisado em nossos encontros para os planejamentos de aula, bem como por todos os professores em nossa graduação. Destacamos também a intenção dos autores de criar certa linearidade histórica para melhor entendimento do aluno. Neste quesito de gerar melhor compreensão dos assuntos, o acervo de imagens, notas explicativas, textos complementares e sugestões de pesquisa de artistas, contribui para que o estudante absorva conteúdo e faça as associações com o momento histórico que se está abordando.
Entretanto, apesar de todos esses aspectos positivos, também observamos alguns aspectos negativos. O primeiro, foi a necessidade, em alguns momentos, de se separar as linguagens, abordando de forma mais profunda cada uma delas, para que então, o aluno compreendendo as características particulares, entenda de forma mais clara a hibridização destas. Em relação ao trabalho mais aprofundado das linguagens, observamos também, nestes primeiros capítulos, que a dança fica muito interligada com o teatro, parecendo mais como um suporte deste. Apesar do vasto conteúdo e informações gerais, as atividades sugeridas pelo livro ainda deixam a desejar, no sentido de melhor apreensão de conteúdo para os alunos. Por fim o último aspecto negativo que destacamos, é na verdade, uma pergunta que foi gerada nesta análise: diante de tantos conteúdos abordados em  cada capítulo, como trabalhar todos eles e, ainda assim, produzir uma aula dinâmica e interessante ao estudante, que não se prenda apenas na leitura do livro?
 Dessa última pergunta, acabamos concluindo que, em muitos momentos, o livro parece mais destinado ao professor do que ao aluno; já que devido a quantidade de conteúdos, cabe ao docente o desafio de  selecionar a forma e também os destaques, bem como as experiencias a ser vivenciadas, levando sempre em conta, as características particulares de cada sala.
A discussão e análise ainda está em andamento e sabemos que ela acrescenta em muito para a compreensão do trabalho da docência em artes, já que, o lecionar em nossa área é marcado pela subjetividade e liberdade, próprios da Arte, mas trazem consigo também a responsabilidade de sensibilizar, preparar e transformar os nossos alunos em cidadãos - agentes transformadores do meio em que estão inseridos.
Se você, professor, já trabalhou, ou trabalha com este livro, compartilhe suas experiências nos comentários abaixo.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Oficina: Corpo e Movimento
A oficina de dança Corpo e Movimento foi realizado no dia 15 de abril de 2016 pelos bolsistas Larissa Lorena de Oliveira, Cristina Cieira Blasius, Jienefer Daiane Marek, Aline Canto, Fernanda Naiara Braz e Bruna Carolina Antonete do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência - PIBID – Música/Arte. A oficina foi realizada no Laboratório de Arte Unicentro (barracão), com duração de três horas (das 9h às 12h). O público em foco foram os próprios acadêmicos do curso.
            Inicialmente foram feitos alguns exercícios de alongamento, orientados pela acadêmica Larissa. Em seguida teve uma breve conversa sobre o estudioso Rudolf Laban. Ele é considerado o pai da Dança Moderna. Foi coreografo e dançarino, considerado um dos maiores teóricos de dança do século XX. Formado primeiramente em Arquitetura pela "Escola de Belas Artes de Paris", interessou-se assim pela relação entre o movimento humano e o espaço que o cerca.
Em seu profundo estudo sobre os movimentos do corpo, Laban rompeu com a dança acadêmica vigente na época, trazendo uma dança que tinha relação entre o espaço, movimento e ritmo. Dentre todo o seu estudo, conversamos mais precisamente sobre os Fatores do Movimento, que são eles: fluência, espaço, peso e tempo.
            Depois de expor quem foi Laban e qual foi o seu trabalho, convidamos os acadêmicos a realizar algumas atividades propostas. Em linhas gerais, os acadêmicos entenderam qual era a proposta e cooperaram formidavelmente, e mesmo sendo um de seus primeiros contatos com esse estilo de dança, eles se empenharam ao máximo, ampliando assim o repertorio de vivências corporais.





UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE – UNICENTRO
DEPARTAMENTO DE ARTE-EDUCAÇÃO

IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO:
CONTEÚDOS:
Espaço, peso, tempo, fluência, improvisação em dança.
OBJETIVOS:
Instigar nos participantes a descoberta de movimentos corporais e de um corpo que se expressa, tendo como base o sistema Laban.
METODOLOGIA:
No primeiro momento da oficina será ofertado aos participantes exercícios de aquecimento, haverá em seguida uma breve fala sobre o sistema Laban através de slides, logo após os participantes desenvolverão  movimentos corporais em duplas, os participantes desenvolverão desenhos em folhas A4, a partir destes desenhos devem criar movimentos conforme a imaginação lhes permite, também haverá exercícios de improvisação em dança, o objetivo da parte final da oficina é que os participantes criem performances em grupos de quatro pessoas, após este momento haverá uma roda de conversas, para que os participantes tenham a oportunidade de relatar suas experiências durante a oficina.

CRONOGRAMA:
Duração
Atividade
15 minutos
Explicação do sistema Laban
15 minutos
Aquecimento
30 Minutos
Investigação do sistema Laban
30 Minutos
Desenho corporal
15 Minutos
Intervalo
30 Minutos
Exercício com vendas
25 minutos
Composição de performance dos grupos
10 Minutos
Exercícios de relaxamento
10 Minutos
Roda de conversa

RECURSOS:
Giz de cera, papel A4, canetinhas, cartolinas, vendas, Projetor, Notebook e pendrive e caixa de som.

AVALIAÇÃO:
Analisar como os participantes absorveram e desenvolveram as práticas.

REFERÊNCIA:
MOMMENSOHN, Maria; PETRELLA, Paulo (Org.). Reflexões sobre Laban, o mestre do movimento. São Paulo: Summus, 2006.


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Sobre as férias de verão...

Enquanto pibidianos, não podemos ficar parados!


As férias escolares de janeiro chegaram, e com elas muito preparo através de pesquisa e leituras. Uma proposta pensada foi a de um amigo secreto diferente: presentearíamos uns aos outros com textos, artigos ou editais a serem lidos neste mês. Eis alguns dos textos lidos:


  • ARTE-TECNOLOGIA: DO DISPOSITIVO AO HIBRIDISMO PÓS-MODERNO, por Cláudio Aleixo Rocha;
  • PROFESSORAS ARTISTAS: REFLEXÕES SOBRE O FAZER ARTÍSTICO E A PRÁTICA DOCENTE, por Patriciane Teresinha Born e Luciana Gruppelli Loponte;
  • A IMAGEM DIGITAL DO CELULAR OU LUPA ÓPTICA? OS RECURSOS TECNOLÓGICOS NAS AULAS DE ARTES, por Maria Cristina Blanco;
  • TEATRO E DANÇA: REPERTÓRIOS PARA A EDUCAÇÃO, por Ingrid Dormien Koudela;
  • ARTE-EDUCAÇÃO, EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSÃO NA ESCOLA:A PRÁXIS, por Neli Klix Freitas;
  • ENSINO DA ARTE NA ESCOLA PÚBLICA E ASPECTOS DA POLÍTICA EDUCACIONAL: CONTEXTO E PERSPECTIVAS, por Karina Barra Gomes e Sonia Martins de Almeida Nogueira;
  • PROCESSOS HÍBRIDOS E NOVAS MÍDIAS, por Andre Martins da Matta e Célio Martins da Matta;
  • ARTE CONTEMPORÂNEA NO ESPAÇO ESCOLAR, por Josiane Cardoso Tesch e Clóvis Vergara;
  • O ENSINO DE ARTES VISUAIS NA ESCOLA NO CONTEXTO DA INCLUSÃO, por Lucia Reily.
Todos os textos lidos foram escritos por nomes de formados, mestres ou doutores em alguma linguagem artística ou de interligação, e escrevem pelas universidades e faculdades do ensino de Arte de todo o Brasil. Como o curso de Arte, na Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO) preza-se, sobretudo, no estudo e prática de Arte Contemporânea, os artigos foram escolhidos para este mesmo fim. Isso mostra como o Pibid é um programa de grande valia e empreendimento: além de preparar-se para a escola (enquanto futuros professores), prepara-se, também, para o próprio curso e para as experiencias que este poderá oferecer.
Além dos textos do amigo secreto, foi solicitado a escolha de algum artigo dos Anais da Jornada de Pesquisa em Arte PPG IA/UNESP 2015 - Edição Internacional. Entre centenas de textos interessantes, a escolha não foi fácil!
Para quem se interessar:
http://iaunespjornada2015.blogspot.com.br/2015/06/anais.html

Depois do mês de leituras, as férias acabaram. 
Em nossas reuniões semanais, socializamos nossos apontamentos e aprendizados com os textos lidos.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Oficina: Introdução aos Boomwhackers

A oficina de introdução aos boomwhackers foi realizada no dia 14 de abril de 2016 pelos bolsistas Isabel Cristina Rickli Ramos, Gabriel Fonseca Rodrigues, Jully Nava Latczuk, Claudemir Paraguai e Danieli Hösel Miranda do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência - PIBID – Música/Arte. Foi realizada no Laboratório de Arte Unicentro (barracão) e teve duração de três horas (das 9h às 12h). O público escolhido foras os acadêmicos do curso de Arte.
Primeiramente foi apresentada a origem do instrumento, as possíveis formas de tocar, a pessoa que trouxe para o Brasil e alguns vídeos exemplificando. Em um segundo momento, todos experimentaram os boomwhackes, as variadas formas de tocar, a combinação das notas. Após isso, foram feitas algumas dinâmicas para compreender melhor o funcionamento instrumento, como por exemplo, um dominó com as cores e notas. Também houve a execução de algumas músicas e técnicas para a harmonia do grupo. Por último, foi explicado o que é o PIBID e, numa roda de conversa, a exposição das impressões sobre a oficina.

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE – UNICENTRO
DEPARTAMENTO DE ARTE-EDUCAÇÃO

IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO:

LOCAL DE EXECUÇÃO: Laboratório de Arte Unicentro (Bloco H)
PÚBLICO: Acadêmicos de Arte da Unicentro (25 vagas)
DURAÇÃO: 3hs
PERÍODO: 14 de abril de 2016
HORÁRIO DE EXECUÇÃO: 09h00min às 12h00min
EQUIPE PROPONENTE: Isabel Cristina Rickli Ramos, Gabriel Fonseca Rodrigues, Jully Nava Latczuk, Claudemir Paraguai e Danieli Hösel Miranda


CARACTERIZAÇÃO DA PROPOSTA TÉCNICA:
TÍTULO: INTRODUÇÃO AOS BOOMWHACKERS

CONTEÚDOS:
Técnica instrumental de Boomwhackers; fundamentos da música (melodia)

OBJETIVOS:
·         Realizar performance musical coletiva;
·         Despertar percepção auditiva.

CONTEXTUALIZAÇÃO TEÓRICA:
Em agosto de 2013, chegou ao Brasil um instrumento peculiar, os Boomwhackers, através do pesquisador e arranjador Uirá Kuhlmann que trabalha com esse desde 2010, onde criou um método inovador para a execução de músicas, através de cartelas, como um jogo de prática instrumental.
Os Boomwhackers são tubos melódicos percussivos de plástico, semelhante a PVC, em escala cromática de duas oitavas e meia em Dó Maior, leves e coloridos:
Cada tudo possui uma nota fixa afinada em uma respectiva cor. A definição das cores foi pensada relacionando a matemática dos intervalos com o conceito de formação de cores: o vermelho no DÓ, o amarelo no MI e o azul no SOL# formam as cores primarias e distribuem a relação de intervalos musicais de maneira equidistante nas terças maiores (dois tons). As cores secundarias aparecem nas notas intermediarias (laranja no RÉ, verde no FÁ#, violeta no LÁ#) (KUHLMANN, 2015).

Há várias maneiras de percutir Boomwhackers, batendo-os no chão, no corpo, um no outro, na palma da mão, no pé, na parede, etc. Pode ser tocado livremente e com movimentos, como caminhando, por exemplo.
            O método do professor Uirá Kuhlmann, dá-se, a performance, a partir de cartelas com um jogo de palavras divididas silabicamente e coloridas, a cor da silaba segue a cor do tubo a ser percutido.

METODOLOGIA:
Iniciando a oficina com a recepção dos oficineiros com apresentação e uma conversa sobre o PIBID, e a área de atuação, e como acontecerá essa aula.
A partir de vídeos e apresentação em slides, será apresentado à turma o conjunto de instrumentos idiofônicos Boomwhackers. E utilizando o método do professor Uirá Kuhlmann, os oficineiros farão experimentações nos instrumentos.
Para a prática de técnica instrumental, serão entregues cartelas, como um jogo de palavras coloridas de acordo com a cor do tubo, para a execução de músicas folclóricas, como “o sapo não lava o pé” e “a linda rosa juvenil”.

CRONOGRAMA:
DURAÇÃO
ATIVIDADE
10’
Conversa inicial
20’
Apresentação do instrumento
30’
Experimentações
30’
Execução de “O Sapo Não Lava o Pé”
15’
Intervalo
60’
Execução de outras músicas
15’
Roda de conversa

RECURSOS:
Notebook, Datashow, caixa de som, Boomwhackers, cartelas.

REFERÊNCIAS:
KUHLMANN, Uirá. Música para Cartelas e Tubos Percussivos. São Paulo: Doremifabooks, 2015. 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O projeto “Guarapuava cara de quem?”: Trabalhando com a cultura regional através da Videodança

          O artigo desenvolvido pelas Pibidianas Carolina e Jessica juntamente com a professora supervisora Denise e pela coordenadora do PIBID música/ arte da UNICENTRO , foi aceito no evento IV SIEPE- Semana de Integração Ensino, pesquisa e Extensão. O artigo foi apresentado de forma oral que teve como auxilio slides que ajudaram na apresentação.

 Segue o resumo do artigo,  e os slides utilizados na apresentação:

O projeto “Guarapuava cara de quem?”:Trabalhando com a cultura regional através da Videodança



Universidade Estadual do Centro-Oeste/Departamento de Arte/Guarapuava, PR.

LINGUISTICA, LETRAS E ARTES/ ARTES.

Palavras-chave: Música, videodança, ensino de arte, formação pedagógica.

Resumo:
O presente resumo pretende abordar o projeto de ensino, Guarapuava, cara de quem?  que ocorreu no segundo semestre do ano de 2014. O projeto foi elaborado a partir de estudos e vivências dos bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência- PIBID – Música/Arte e implementado no Colégio Estadual Bibiana Bintencourt, em Guarapuava no Paraná. A pesquisa diagnóstica realizada junto aos alunos do colégio direcionou a definição do tema norteador do projeto, a Cultura Regional. Apresentam-se neste resumo dados relativos à aplicação do projeto em uma das turmas do colégio, na qual abordou-se a cultura regional através de processos criativos de videodança.

Introdução
            O relato aqui apresentado tem enfoque em possibilidades de atuação do PIBID na formação inicial e continuada de professores de arte. O projeto de música/Arte do segundo semestre de 2014 intitulado Guarapuava, cara de quem?[1]  Tem como focos principas a cultura regional de guarapuava e a música, porém o projeto não se detem somente nesta linguagem artista, ele visa abranger as  diferentes linguagens da arte. O projeto para os dois colégios participantes do subprojeto PIBD/Música, Colégio Leni Marlene Jacob e Bibiana Bitencourt, é único, porém os planos de aula são diferenciados conforme as turmas envolvidas. Para o nono ano da escola Bibiana foi decidido trabalhar o conteúdo do projeto através da Videodança.           Partindo de estudos sobre cultura regional compreende-se que ensinar arte regional, especificamente a da cidade de Guarapuava, local de realização do projeto, é extremamente necessário para o aprendizado do aluno, pois ele estará compreendendo histórias, lendas e fatos que o rodeiam. Nota-se que o conhecimento da cultura local reforça sua valorização.
Em tal acepção, projetamos a nós próprios nessas identidades culturais, à medida que internalizamos tais significados e valores, alinhando nossos sentimentos subjetivos com os lugares objetivos que ocupamos no mundo social e cultural em que vivemos. Ou seja, o mundo exterior é que estaria mudando, fragmentando o indivíduo, obrigando-o a assumir várias identidades. Com o agravante de que o ambiente em que vivemos agora é considerado provisório e variável. (MIRANDA, 2000, p.82)
            Por meio desse pensamento utilizamos a vídeodança para dar enfoque na valorização da cultura regional através de seu estudo e práticas artísticas que tiveram como poética a cidade de Guarapuava.

Ensino de videodança
            Videodança trata-se de uma linguagem onde a eternização da dança é levada em consideração. O vídeo é uma maneira de captar os movimentos e de eterniza-los, sendo eles memorizados em um ambiente externo a nossa memória corporal e intelectual. Mas a associação de dança e vídeo na videodança é diferente, não sendo apenas um registro das coreografias, mas sim uma nova possibilidade do artista de explorar movimentos, espaços, tempo e a percepção do público.
Nesse encontro de linguagens, a dança não deixa de ser dança para tornar-se vídeo, nem o vídeo deixa de ser vídeo para tornar-se dança. Pelo contrário, as singularidades de cada uma das linguagens são mantidas, porém, uma deixa se afetar pela outra na construção de uma nova linguagem, que também será singular, no sentido de que não será “Dança” nem “Vídeo”, mas “Videodança”. (CAMPELATTO; MESQUITA, 2014, p. 15)
            Não há uma definição específica e objetiva do que é um videodança, mas o que se sabe é que a videodança apresenta-se como um meio expressivo em que há a possibilidade de abordar diferentes níveis de realidade e que trabalham as especifidades de cada linguagem (cinema e dança).
Se as novas tecnologias abrem brechas para ruídos e usos alternativos das mídias, a videodança pode ser apontada como uma expressão que faz um uso criativo e resistente à espetacularização midiática, à medida que trabalha o corpo e o intelecto de forma integrada. Mais que o produto, o processo é absolutamente enriquecedor por desenvolver uma consciência do corpomídia, o corpo sendo e produzindo cultura. (NUNES, 2008, p.6)
                O videodança também direciona o olhar do espectador e aumenta o conceito da dança. Há uma desvinculação do corpo virtuosíssimo, assim como na dança contemporânea, e amplia as possibilidades de criação a partir de pequenos detalhes, usando assim como matéria prima o potencial expressivo que o corpo de qualquer ser humano possui.
Videodança uma Arte tecnológica
                Outro fator importante para se ressaltar, foi o uso das tecnologias para a realização da prática do projeto, já que a videodança é uma arte tecnológica, pois seu suporte é o vídeo. Diana Domingues (2001) em seu capítulo Tecnologias, produção artística e sensibilização dos sentidos, traz uma definição sobre arte tecnológica, sendo toda atividade ou prática denotada como artística que se serve das novas tecnologias, como meio em vista de um fim artístico.
            Não é de hoje que a linguagem artística se apropria dos novos conhecimentos e avanços da ciência e exatas, podemos perceber isso na origem do cinema, como arte trás o corpo que experimentou a velocidade, de uma forma sensível para a tela. Essas obras que se apoderavam das novas descobertas começam a estabelecer uma relação diferente entre a estética, poética e técnica, entre a imaginação do artista e os avanços das ciências e experimentações tecnológicas.
           
A cultura regional trabalhada através da Videodança.
            O foco do projeto, no nono ano do Colégio Bibiana Bitencourt, foi estimular os alunos à se expressar através da dança e da música, tendo como referência a sua cultura. Para a edição da música, os alunos utilizaram o programa de edição de áudio, Audacity, e utilizaram suas ferramentas para gerar efeitos e para modificar a músicas já conhecidas ou criando e editando suas próprias músicas, as quais foram produzidas a partir da paisagem sonora captada na região.
            O projeto se desenvolveu em três etapas: a primeira etapa consistiu em aulas de musicalização, baseadas no método de ensino ‘Lenga La Lenga: Jogos de mãos e copos’ (BEINEKE, 2006) e também na exploração dos sons produzidos com o corpo como instrumento musical através de percussão corporal, para que os alunos expandissem sua imaginação. Por meio da ampliação do repertorio musical dos alunos, buscou-se permitir uma maior aptidão para romper com a ideia de música tradicional, percebendo que através de captação de áudio (paisagem sonora) e manipulação, os alunos poderiam compor música.
            Na sequência, os alunos foram introduzidos teoricamente no que consistia uma videodança, quais são as diferenças entre videodança e vídeo de dança, sendo levados vários videodanças para debater o assunto. A segunda etapa do projeto foram realizadas aulas práticas de dança, nas quais os alunos, em grupos,  elaboraram pequenas frases de movimento, e assim explorou-se a gravação desses movimentos em diversos ângulos e espaços. Grande parte da gravação dos grupos aconteceu no ‘Parque do Rio Jordão’ que fica aproximadamente quinze minutos da escola. Os alunos foram levados ao parque Jordão acompanhados das pibidianas e da professora regente, de forma que ambas auxiliaram nas gravações.
            A terceira etapa foi a manipulação do vídeo e do áudio através dos softwares como Audacity e Moviemaker, essas manipulações ocorreram no laboratório de informática da escola. Os alunos exploraram as ferramentas desses programas aplicando vários efeitos através de acompanhamento nas aulas pelas pibidianas.

Conclusões
            Podemos notar durante as práticas realizadas pelos pibidianos na implementação do projeto Guarapuava- Cara de quem? no nono ano do Colégio Bibiana Bitencourt, que para trabalhar com a videodança temos que quebrar alguns tabus sobre a dança, que alguns alunos trazem consigo. Fazendo com que eles reflitam sobre dança através das aulas teóricas dialogando com os videos que abordam o mesmo tema, proporcionando uma visão ampla e profunda sobre videodança e sobre a própria arte, já que a videodança é um conjunto de linguagens artisticas. Um fator que dificultou à execução do projeto foi a produção final (videodança), que ficou para o último bimestre e como vários já estavam aprovados na disciplina, o interesse em realizar a proposta foi se reduzindo.
            A videodança proporcionou também aos alunos um conhecimento mais aprofundado sobre a cultura regional de Guarapuava, pela compreensão sobre a cultura onde estão inseridos. O projeto também possibilitou uma visita guiada aos pontos turísticos de Guarapuava, o que foi importante para a ampliação do conhecimento dos monumentos e pontos turísticos da cidade, por se tratar de alunos advindos, em sua maioria, da área rural.
            Como o projeto foi realizado com objetivo de realizar um trabalho interdisciplinar em relação às linguagens artísticas como a dança e música, os alunos tiveram contato com diferentes linguagens, através de metodologias diferenciadas: apreciação, performance e composição. Ressalta-se aqui a valorização do lúdico nas aulas, o que permitiu uma maior motivação por parte dos alunos. Em relação à formação profissional dos acadêmicos, objetivo do pibid, durante a aplicação do projeto adquirimos prática em sala de aula, assim como o aprendizado na elaboração de planos de aula, materiais didáticos, e auxílio na realização das tarefas do professor supervisor, como avaliação e registro. Essa experiência foi de grande valia, pois evidencia a rotina de um professor dentro e fora da escola, tornando assim o PIBID uma ferramenta de aprendizagem para os acadêmicos.

Agradecimentos
            Agradecemos a CNPq pelo apoio ao desenvolvimento deste trabalho através do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência. Sem seu apoio essas esperiências não seriam vividas durante a graduação.

Referências
BEINEKE, Viviane; FREITAS, Sérgio Paulo Ribeiro de. Lenga La Lenga: jogos de mãos e copos. 1° edição. São Paulo: Ciranda Cultural, 2006.
CAPELATTO, Igor. MESQUITA, Kamilla. Vídeodança. Guarapuava: Unicentro: 2014. Disponível em: http://dspace.unicentro.br:8080/bitstream/123456789/86/1/Videodan%C3%A7a.pdf Acesso em 01 nov 2014.
DOMINGUES, Diana. Tecnologias, produção artística e sensibilização dos sentidosIn: A Educação do Olhar no Ensino das Artes. Porto Alegre, Ed. Mediação, 2001.
NUNES, Ana Paula. Cultura e Midiatização na relação do Cinema com a Dança. Salvador: IV ENECULT, 2008. Disponível em: http://www.cult.ufba.br/enecult2008/14348.pdf Acesso em 01 nov 2014.
MIRANDA. Antonio. Sociedade da informação: globalização, identidade cultural e conteúdos. Ci. Inf., Brasília, v. 29, n. 2, p. 78-88, maio/ago. 2000. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n2/a10v29n2.pdf Acesso em 25


[1] O titulo do projeto é baseado na canção Cara de quem? Composta pelo música Alexandre Santana, no Cd A traça do Mestre Graça na Terra do Visconde





Slides:










Autora da postagem: Carolina Siqueira.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

ATUAÇÃO DO PIBID- MÚSICA/UNICENTRO NO PROJETO DE ENSINO CONSOM: UMA ABORDAGEM DIDÁTICA DA ARTE CONCEITUAL E SONORA
Bruna Carolina Antonete (PIBID-MÚSICA - UNICENTRO), Fernanda Naiara Bráz (PIBID-MÚSICA - UNICENTRO), Graziela Costa (PIBID-MÚSICA - UNICENTRO), Larissa Lorena de Oliveira(PIBID-MÚSICA - UNICENTRO), Andreia Martins (PIBID-MÚSICA - UNICENTRO), Daiane Solange Stoeberl da Cunha (Orientador). E-mail: dai_flc@yahoo.com.br

LINGUÍSTICA, LETRAS E ARTES, ARTES.
Palavras-chave: Arte contemporânea, Ensino de Arte, Metodologias, PIBID.
Resumo:
O projeto de ensino ConSom buscou trabalhar a arte contemporânea na escola pelo viés do ensino da Arte Conceitual e da Arte sonora. Foram desenvolvidas dez aulas durante o projeto, o qual foi implementado em onze turmas de ensino fundamental em dois Colégios da Rede Pública da Ensino de Guarapuava, no Paraná.  Durante a realização do projeto buscou-se aproximar os alunos à arte contemporânea refletindo também sobre o próprio cotidiano dos alunos. A metodologia adotada no projeto promoveu a experiência da vivência criativa em sala de aula.

Introdução

Ao notar que o ensino da arte contemporânea na escola tem sido muito discutido nos dias atuais, e que ao inseri-la no espaço escolar, principalmente nas aulas de arte, é uma das formas de tentar dirimir a falta de conhecimento desta arte por parte da sociedade, o PIBID – Música desenvolveu no ano de 2015 o projeto de ensino ConSom em duas escolas da cidade de Guarapuava, no Paraná.
Colocar o aluno frente ao seu cotidiano, refletindo sobre o que este tipo de arte quer passar, foi um dos objetivos presentes no projeto. Além de que a partir do viés do ensino da arte conceitual e sonora possamos formar alunos com maior autocrítica, autorreflexão e autoconhecimento.
Através deste resumo será possível conhecer um pouco do trabalho realizado nas escolas pelo Pibid nas escolas, passando por uma breve contextualização teórica sobre o surgimento da arte conceitual, arte sonora e a importância de se ensinar arte contemporânea no espaço escolar. Assim como, será possível conhecer as metodologias utilizadas ao longo das 10 aulas que foram aplicadas ao longo do projeto, finalizando com a conclusão, onde se mostra importância da realização de um projeto como este.

Revisão de Literatura
O termo arte conceitual foi utilizado pela primeira vez na década de 1960, pelo grupo Fluxus, e foi definido como o tipo de arte que usa como material o conceito.
ANDREI (2008) argumenta que, na arte conceitual, a discussão não é mais em torno da realização do produto artístico (visto que este não precisa mais ser desenvolvido tecnicamente pelo artista). A ideia é ressaltar o conteúdo da obra e trazer a discussão sobre o valor artístico do objeto de arte:

Em sua definição mais ampla possível, então, o conceitual na arte significa uma crítica ampliada da coesão e da materialidade do objeto artístico, uma crescente cautela em relação a definições da prática artística como puramente visual, uma fusão da obra com seu local e contexto de exibição, e uma ênfase maior sobre as possibilidades do caráter público e da distribuição das obras de arte (ALBERRO, apud ANDREI, 2008, p. 20).

A arte vem intervir no olhar do espectador tendo ele uma visão crítica de arte ou não, fazendo quem quer que a encontre pensar a respeito. Para VAZ (2010) o público tem consciência do sistema da arte que permite apreender o conteúdo das obras, mesmo que ainda o estado contemporâneo gere duvidas e incompreensões pelo fato de se referir a um período muito recente que se instaura e os códigos vigentes terem se transformado rapidamente nas últimas décadas.
Como arte sonora, CAMPESATO (2007) define aquela que surgiu na década de 1970 e integra música, artes visuais e arquitetura. Ela se assemelha a arte conceitual por buscar novas formas de interligar expressões artísticas fugindo do academicismo e produzindo novos conceitos e produtos artísticos que não cabem nas classificações tradicionais da arte. Nessa área de confluência das artes foi produzido um processo de hibridização dos elementos som, tempo, espaço e imagem (CAMPESATO; IAZZETTA, 2006).
Dentro da arte sonora, a arte conceitual permite estabelecer relações entre outros questionamentos trazidos pelos materiais e formatos; a possibilidade de experimentação não só com o som, mas também com o tempo e o espaço, em especial através da instalação. Segundo CAMPESATO e IAZZETTA (2006) o espaço passa a fazer parte da obra. Não é somente a qualidade acústica do espaço que assume importância, mas a totalidade de sentidos gerados pelo espaço como: cor, textura, dimensão, superfície, projeção, forma e imagem; pois cada um desses elementos pode assumir um significado importante dentro da obra.
Os autores ainda ressaltam a diferença da percepção musical em uma obra de arte sonora, se diferenciando do que as pessoas estão acostumadas a presenciar em salas de concertos. O tempo empregado nesse tipo de arte é condensado ou suspenso. O início e o fim são demarcados conforme o interesse de cada espectador, em que capta um significado imediato e a relação com os outros elementos não temporais que estão presentes na obra, dizem respeito ao espaço e o conceito aplicado nela (CAMPESATO; IAZZETTA, 2006). Como a produção de arte sonora está muito relacionada às instalações artísticas elas acabam propondo novas relações espaciais e temporais, modificando o ambiente e discutindo sobre a questão do tempo (CAMPESATO, 2007).
Segundo CAMPESATO (2007), outro fato importante a ser falado é a conceptualização da arte e a influência que recai na prática do artista, onde ele sai da posição individual e mistificada, para ser um observador do mundo em que está inserido se apropriando das características deste para produção do seu trabalho artístico. A arte sonora também traz valores da música eletroacústica, que conforme CAMPESATO (2007) se baseia na ideia de John Cage de fazer da música uma área de invenções e um artista que busque novos meios de criação e experimentação sonora, lançando um novo conceito.
A arte conceitual, assim como a arte sonora tem ampliado sua presença para além dos museus e galerias, podendo trazer grande contribuição no ambiente escolar. O caminho para a apresentação destes assuntos pode ser através de contextualizações teóricas, vídeos, imagens, diálogos e experimentações para que o aluno possa aumentar seu conhecimento e repertório, assim como propor criações artísticas para que os estudantes possam vivenciar o processo de criação em arte. Ao se abordar a arte contemporânea em sala de aula o educador tem a oportunidade de apresentar uma arte que proporciona diversas experiências e que está mais próxima do cotidiano do educando. Por fim, desenvolver o conhecimento, a capacidade crítica e criativa são alguns dos objetivos que o ensino da arte contemporânea vem buscando no espaço escolar, o que entra em consonância com os objetivos do presente projeto.

Por meio da arte é possível desenvolver a percepção e a imaginação apreender a realidade do meio ambiente desenvolver a capacidade crítica, permitindo ao indivíduo analisar a realidade percebida e desenvolver a criatividade a mudar a realidade que foi analisada (BARBOSA, 2002, p.18).

Resultados e Discussões
            O desenvolvimento do projeto ConSom no Colégio Estadual Professora Leni Marlene Jacob se deu com a participação de cinco turmas do 7º ano do ensino fundamental II, no Colégio Bibiana se deu com seis turmas de sexta, sétimo, oitavo e nono anos do fundamental II. Durante seu desenvolvimento o projeto passou por diferentes etapas. Primeiramente desenvolvemos aulas de cunho teórico sobre arte conceitual, foram levados diferentes materiais para melhor compreensão dos alunos. Toda a teoria exposta até então serviria como base para o auge do projeto, a criação de uma escultura sonora. Durante esse processo de criação, houve diferentes etapas a serem realizadas como: idealização do projeto, onde deveriam expor suas ideias, pensando no que se iria explorar e quais materiais seriam utilizados. Dependendo da turma, foram usadas linguagens e materiais diferenciados. Os resultados esperados do projeto foram obtidos, pois proporcionamos aos alunos a experiência de reflexão, conhecimento e criação em arte.

Conclusões
A vivência diária da docência, é de extrema importância para os alunos de cursos de licenciatura, enquanto professores em formação, permitindo a avaliação dos pontos positivos e negativos, para futuramente propor aos alunos.
Vivenciar o processo de planejamento, aplicação e acompanhamento da criação artística possibilita simultaneamente conhecer a teoria e experimentar e dividir as habilidades no fazer artístico com os colegas, entre os diversos desdobramentos da proposta no contexto de ensino de Artes.
O fazer musical, trabalhado em sala de aula, por meio da pesquisa, manipulação e criação de sons, possibilita ao aluno a compreensão das manifestações e expressões musicais que estão a todo momento presentes à sua volta, por meio inclusive da observação do trabalho dos colegas durante as exposições dos trabalhos feitos. Outra grande contribuição compreende entender a música como algo que pode ser manipulado, algo dinâmico e acessível e que a música pode não ser somente apreciada, mas criada.  
O contato com os alunos e a integração no cotidiano escolar, proporcionou um conhecimento amplo de como é a dinâmica da sala de aula, melhorando assim as práticas de docência na esfera da Arte.

Referências
ANDREI, C.B. A Arte Conceitual e o Espectador. 2008. 92p. Dissertação (mestrado) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Instituto de Artes. 2008. Disponível em: http://livros01.livrosgratis.com.br/cp080927.pdf Acesso em: 20/08/2015.
CAMPESATO, L; IAZZETTA, F. Som, Espaço e Tempo na arte sonora.  XVI Congresso da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Música (ANPPOM). Brasília, 2006.
CAMPESATO, L. Arte Sonora: uma metamorfose das Musas. 2007. 173 f. Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.

BARBOSA, Ana Mae. Inquietações e mudanças no ensino da arte. São Paulo: Cortez, 2002.