quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Reunião sobre o projeto Street Art: das ruas para a escola

Durante o dia 17 de outubro, os pibidianos se reuniram com Mano Hood, um dos responsáveis pela transmissão da cultura Hip Hop na cidade de Guarapuava, para tratar de questões referentes ao novo projeto “Street Art: das ruas para a escola” desenvolvido pelo Pibid Arte/Música, o qual aborda a cultura Hip Hop. O objetivo da conversa com Mano Hood era sanar as duvidas a respeito de como desenvolver as questões referentes ao Hip Hop dentro da sala de aula.
Mano Hood, primeiramente, lembrou da importância de se tratar as diferentes culturas existentes e do cuidado que se deve tomar para não se criar estereótipos. Dessa maneira explicou que a solução é tratar o tema de forma aprofundada, para que os alunos possam compreender o contexto onde a cultura Hip Hop se desenvolveu e como ela se apresenta atualmente, explicando a trajetória do movimento desde seu desenvolvimento na Jamaica até os tempos atuais, onde permanece servindo de voz para as minorias.
O convidado também ressaltou a importância de se abordar os elementos que formam o Hip Hop: Dj, MC, Break e o Grafite. Com isso sugeriu que pick-ups fossem levadas para a sala de aula para que os alunos pudessem ter contato, buscando despertar neles um maior interesse sobre o assunto. Mano Hood, salientou ainda, que a questão da métrica e da musicalidade nas letras de Rap deveriam ser abordadas em aula e que um rapper deveria ser convidado para socializar com os alunos, assim como um grafiteiro e um dançarino de break, dessa forma valorizando o trabalho profissional de cada convidado. Segue abaixo a foto da reunião:



quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Simpósio Arte-Educação - Oficina "Que drama?" com Márcia Novakoski

Nos dias 3 e 4 de outubro de 2016 o XII Simpósio de Arte-Educação da UNICENTRO foi presenteado com uma oficina muito especial: "Que drama?", ministrada por Márcia Novakoski.

A oficina começou segunda feira pela manhã, com a apresentação dos participantes e com a pergunta: "qual é o seu drama?". Os participantes responderam e trocaram vivências, ajudando na desenvoltura do projeto. Márcia, então, explicou um pouco mais sobre sua visão de "drama" e como tinha grandes expectativas para os próximos momentos que se seguiriam. "O teatro precisa surpreender os participantes", dizia Márcia, que acredita nesta linguagem como eixo para outras disciplinas.

Mas, afinal, o que é um drama?

Drama é uma atividade em grupo na qual os participantes se comportam como personagens , acompanhando um roteiro pré estabelecido. O roteiro serve como pano de fundo para o processo dramático. O drama não tem público, como o  teatro. 
As palavras chave para o drama são: improviso, tensão, medo e escolha!

A programação

Foram 12 horas de drama, 4 na segunda-feira (dia 03/10) e 8 na terça-feira (dia 04/10). 
Na segunda-feira, depois da apresentação inicial, foi dado o início ao primeiro drama!
Tratava-se de um drama que funcionaria em três episódios no contexto da Revolução Industrial. As participantes eram funcionárias de uma fábrica, exploradas brutalmente em vários sentidos. Seu chefe (outro participante) fazia com que as empregadas trabalhassem 16 horas por dia em péssimas condições. Ao chegar de uma nova funcionária que propôs greve, o rumo do drama mudou, e, nos próximos episódios, os participantes deveriam tomar decisões que colocavam em risco o futuro do drama.




O próximo drama se passou na Idade Média, e os participantes se tornaram camponeses que possuíam uma caixa antiga com profecias que os próprios participantes escreveram. Este drama também contou com três episódios e muitas surpresas!

Na terça-feira (dia 04/10), Márcia contou um pouco mais de suas vivências e transmitiu alguns conceitos sobre drama, teatro e roteiro. Sua experiência com dramas, a forma que elabora os roteiros e lidera os grupos inspiraram os participantes a produzirem seus próprios dramas. Na parte da tarde, os grupos aplicaram dramas diferentes para o outro grupo (os participantes foram divididos em dois grupos). Sem dúvida, uma experiência muito relevante e intensa vivida por todos!








quinta-feira, 20 de outubro de 2016

PIBID - Arte no XII Simpósio de Arte - Educação


Entre os dias 3 e 7 de outubro de 2016, aconteceu na Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO) o XII Simpósio de Arte-Educação. Este evento é promovido pelos professores e alunos do departamento de Arte/Deart da UNICENTRO. Sua temática se voltou para a "Criatividade e Ludicidade", tendo em vista a importância  do lúdico tanto na relação entre arte e ensino, como também na própria produção em arte. Seu objetivo foi o de possibilitar aos participantes um intenso contato com o conhecimento científico na área da arte, bem como a vivência em processos criativos e experimentações práticas na área.  O evento conta com palestras, relatos de experiências, comunicações científicas e mostra artística. 
O evento ainda oferece diversas oficinas, nas diferentes linguagens da arte e do ensino, entre elas estava a oficina intitulada " Ensino de música para pessoas com deficiências" que abordou questões das diversas deficiências dentro da sala de aula de música, discutindo através de atividades práticas soluções sobre como trabalhar com a deficiência visual, física, auditiva e intelectual. Tendo como ministrante Shirlei Escobar Tudissaki, Doutoranda e Mestra em Música-Educação Musical, pelo programa de Pós-graduação em Música da UNESP. Possui especialização em Educação Especial - Deficiência Visual  pela UNIRIO e Bacharelado em Instrumento - Piano pela USC. Atualmente Shirlei é coordenadora e professora do setor de educação musical do conservatório dramático e musical Dr. Carlos Campos, de Tatuí. Também é autora do livro Ensino de Música para pessoas com deficiência visual. 
Durante a oficina foram realizadas diversas práticas sobre como trabalhar música com pessoas com deficiência, a ministrante dividiu estas práticas de acordo com cada deficiência, abaixo citamos alguns exemplos das práticas realizadas: 

Para deficientes intelectuais:
*Apresentação: Cada aluno deve pronunciar seu nome e executar um movimento qualquer. Em seguida, todos repetem.

*Aquecimento corporal simples com músicas conhecidas e animadas, para os alunos se sentirem à vontade.

*Brincadeira da “Flecha”: Alunos em círculo, devem fazer um movimento com as mãos para arremessar uma flecha imaginária a algum colega, que, da mesma maneira, deve prosseguir com o jogo.

*Jogo da estátua: Ao ritmo da música, os alunos caminham pela sala e quando a música para, o regente deve dar alguma orientação, por exemplo, colocar as mãos no nariz. Isso se repete até a música acabar mudando as orientações. 

Para deficientes visuais:
* Pedir para que alguns alunos produzam algum som (com instrumentos ou não) e outros identifiquem qual é o som e em qual lugar do espaço ele se encontra.
* Cada aluno escolhe um instrumento ou algum objeto sonoro e seleciona um som, após são escolhidos um som que ira dar início a composição e outro som que faz com que a composição sonora pare. Todos os alunos tocam o som selecionado ao mesmo tempo e quando um dos comandos de sons é tocado o aluno deve reagir ao que pedido, ou seja, iniciar ou parar.

Para deficientes auditivos:
*Proporcionar atividades em que os alunos sintam a vibração que o som possibilita.

Para deficientes físicos:
*Adaptar o jogo da flecha de acordo com a especificidade de cada aluno.
*Oportunizar a experimentação com instrumentos convencionais e, se preciso, adaptá-los para cada tipo específico de deficiência física.
Obs.: Segundo a ministrante da oficina, é preferível que as atividades sejam executadas em espaços amplos e com piso amadeirado. 

Foi possível observar que as práticas realizadas são de extrema importância para o desenvolvimento da linguagem musical, estas funcionam como um estímulo para o educando, são práticas que acreditamos ser possíveis de se realizar de acordo com a deficiência com que se esta trabalhando.  
 Apesar da oficina se voltar para a educação especial percebemos que muitas das práticas realizadas, podem ser aplicadas na educação comum, pois são trabalhadas questões musicais de forma que a criança/educando aprenda e vivencie determinado conceito ou conteúdo. O que nos chamou a atenção foram também os materiais utilizados pela ministrante, são materiais simples, de baixo custo e que podem ser facilmente construídos pelos educadores.
A participação nesta oficina nos proporcionou um maior conhecimento na área da educação especial, sendo possível estabelecer relações entre o ensino de música e as diferentes deficiências existentes.


Abaixo seguem algumas fotos da oficina: 








Agradecemos a Shirlei Escobar por nos ter proporcionado um momento tão gratificante  e especial como este!

Postagem por: Danieli Miranda e Fernanda Bráz 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

PIBID MUSICA/ARTE NO MASP

Para finalizar nossa viagem na "terra da Garoa", escolhemos fazer nosso último passeio apreciativo no MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO ASSIS CHATEAUBRIAND - MASP . 
A visita aconteceu no dia 11 de Setembro de 2016.
A visita foi muito importante para ampliar nosso repertório e ver de perto obras consagradas que antes só conhecíamos nos livros de arte. Incentivamos a todos que nao conhecem a visitarem o MASP e para os professores que já conhecem estimulamos que levem também seus alunos para uma visita. 
Abaixo algumas fotos da visita: 






terça-feira, 18 de outubro de 2016

Projeto GAME ART na VI Semana de Educação Musical IA - UNESP

Nos dias 8, 9 e 10 de setembro, alguns bolsistas participaram da VI Semana de Educação Musical - IA UNESP (Universidade Estadual de São Paulo) na cidade de São Paulo. Além da participação em oficinas e palestras, os pibidianos tiveram a oportunidade de de expor alguns trabalhos desenvolvidos no PIBID Música/ Arte - UNICENTRO em formato de relatos de experiência, abordando o tema:  "Práticas Criativas em Educação Musical como Fator de Desenvolvimento Humano"om o tema "Práticas Criativas em Educação Musical como Fator de Desenvolvimento Humano". Dentre os relatos apresentados está o do "Game Art" , este projeto executado em 2015 foi elaborado com o objetivo de trabalhar os conteúdos estruturantes das linguagens artísticas através de jogos e dinâmicas. Este projeto partiu da experiência anterior de estágio de Diego Bassara, graduado em Arte e Educação pela Unicentro e foi ampliado e reformulado pelos bolsistas, juntamente com os supervisores e a coordenadora do programa. Este projeto buscou também desmitificar o jogo como uma ferramenta de distração nas aulas ou algo a ser utilizado apenas nos minutos restantes da aula. O jogo pode e deve ser utilizado como meio de levar a aprendizagem de forma mais lúdica e dinâmica.



Abaixo o pôster e o resumo apresentados na UNESP: 



JOGOS NO ENSINO DE MÚSICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: O PROJETO GAME ART COMO EXPERIÊNCIA DE INTERDISCIPLINARIDADE

Larissa D. Lorena de Oliveira; Daiane S. Stoeberl da Cunha; Juliana T. da Silva (PIBID/MUSICA-UNICENTRO)


Relato de Experiência 

Palavras Chave: Ensino de música, jogos artísticos, interdisciplinaridade. 

INTRODUÇÃO 


O projeto “Game Art” foi desenvolvido pelos bolsistas do Pibid - Música/Arte, graduandos em Arte na Universidade Estadual do Centro Oeste - UNICENTRO, este projeto foi aplicado às turmas de 6º a 9º no Colégio Bibiana Bintencourt no município de Guarapuava - PR. O projeto objetivou enriquecer o processo de ensino e aprendizagem em Arte interdisciplinarmente, por meio da elaboração e aplicação de jogos envolvendo a Música, as Artes Visuais, a Dança e o Teatro.

METODOLOGIA 

A experiência do projeto de ensino interdisciplinar “Game Art” teve como ponto de partida a experiência anterior do projeto de estágio do acadêmico de licenciatura em Arte-Educação Diego Bassara da Unicentro. A reformulação e ampliação do projeto foi realizada pelos pesquisadores bolsistas do PIBID, e consistiu em 24 aulas nas quais os alunos do ensino fundamental II vivenciaram ludicamente os elementos constitutivos de cada linguagem artística. A cada 4 aulas o enfoque transitava entre as linguagens artísticas de forma que os conteúdos específicos foram abordados dialogicamente, assim a aprendizagem artística se deu na experiência sonoro-visual-corporal dos alunos. Os referenciais adotados ressaltam a importância do jogo como recurso didático no processo de ensino e aprendizagem: Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1997); Viola Spolin (2007), KOELLREUTTER (BRITO, 2011 ); Huizinga (2000). A metodologia de educação musical adotada valorizou as experiencias sensitivas, lúdicas e criativas (SCHAFER, 2011).

DESENVOLVIMENTO



A primeira etapa do projeto consistiu em seu estudo e planejamento. Neste momento a formação acadêmica na licenciatura e a formação continuada dos professores participantes do projeto contemplaram leituras e discussões que culminaram no desenvolvimento do material didático contendo os 24 planos de aula. A segunda etapa foi a aplicação do projeto na escola pública de ensino fundamental, abrangendo cerca de 150 alunos de 5 turmas que vivenciaram jogos de criação, improvisação e lúdicos, como: construção de personagens com bonecos paper toys,  (cênico-visual); jogos e dinâmicas para experimentação e criação de partituras gráficas, figurativas e convencionais, com objetos sonoros e brinquedos musicais, como os tubos melódicos percussivos; jogos de estimulação da consciência corporal, jogos de contato e improvisação (dança e música); jogos de descoberta das possibilidades de movimentação corporal e a interação do grupo. Após a conclusão do projeto a última etapa deu-se através das análises dos dados e avaliações aplicadas aos alunos participantes, a partir das quais foi possível perceber que a proposta contribuiu para que os alunos se tornassem mais sensíveis e receptivos aos conteúdos abordados, ocorrendo aprendizagem significativa e prazerosa.

RESULTADOS


O destaque deste projeto é o ensino interdisciplinar de Arte, levando em consideração as especificidades das linguagens artísticas apresentadas para alunos do Ensino Fundamental de forma dinâmica e lúdica. Os jogos aplicados serviram como suporte e veículo de aprendizagem da Música, Dança, Teatro e Artes Visuais. Os jogos despertaram interesse e curiosidade, levando os alunos a uma compreensão mais ampla dos conteúdos de Arte, sendo assim essas linguagens artísticas tornaram-se algo significativo para a vida dos estudantes.

REFERÊNCIAS 


BRASIL – Ministério da Educação – Secretaria de Educação Fundamental - Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1997.

BRITO, Teca Alencar de. Koellreutter educador: o humano como objetivo da educação musical. 2. ed. São Paulo: Fundação Peirópolis, 2011.

BROUGÈRE,G. Jogo e educação. Tradução de Patrícia Chittoni Ramos. Porto   Alegre: Artes Médicas, 1998.

HUIZINGA, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2000.

SCHAFER, Murray. O ouvido pensante. Trad. Marisa Fonterrada. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 2011.
SPOLIN, Viola. Jogos teatrais na sala de aula: um manual para o professor. São Paulo: Perspectiva, 2007

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Projeto Musica com Tudo em São Paulo

Nos dias 8, 9 e 10 de setembro, algumas bolsistas estiveram expondo trabalhos do PIBID Música na UNESP (Universidade Estadual de São Paulo) durante o evento VI Semana de Educação Musical - IA UNESP, com o tema "Práticas Criativas em Educação Musical como Fator de Desenvolvimento Humano".
O relato de experiência apresentado no evento foi o “Musica com Tudo”, aplicado em 2013. Esse projeto aborda novos métodos do ensino da musica nas escolas, trazendo não só a metodologia convencional, mas também aquelas que envolvem um apreciar e fazer mais amplo por parte dos alunos. O projeto mostra que é possível fazer e ensinar música com materiais alternativos, ampliando assim o conhecimento dos alunos acerca do tema.



Segue para conhecimento o pôster e o resumo apresentados no evento:


RESUMO EXPANDIDO:


EXPERIÊNCIAS COM O PIBID: FAZENDO MÚSICA COM TUDO

Gabriel Fonseca Rodrigues (PIBID-UNICENTRO)
Jienefer Daiane Marek (PIBID-UNICENTRO)
Daiane Solange Stoeberl da Cunha (UNICENTRO).

Palavras-chave: Educação musical, Práticas criativas, Murray Schafer

Introdução
O projeto de ensino que tem como título “Fazendo música com tudo” destinou-se aos alunos dos Colégios Estaduais Professora Leni Marlene Jacob e Bibiana Bitencourt, em Guarapuava/PR elaborado pelo subprojeto do Programa de Incentivo e Bolsa de iniciação à Docência – PIBID/ Música da Universidade Estadual do Centro-Oeste- Unicentro. Com o objetivo de inserir a música na escola e promover um ensino criativo na educação musical, desprovendo-se de métodos tecnicistas e tradicionais, o projeto aborda o ensino musical de diversas formas, mostrando que é possível criar música com instrumentos inusitados.

Metodologia
Os cinco módulos estruturados para o desenvolvimento do projeto proporciona aos alunos o estimulo a exploração dos sons, percepção e a criação musical, foi subdividido em: 1) Fazendo música com o corpo, onde o enfoque esteve na escuta dos sons produzidos corporalmente; 2) Fazendo música com instrumentos, este módulo possibilitou a experimentação de sonoridade convencional e não convencional do instrumental Orff/ Wuytack; 3) Fazendo música com o ambiente, proporcionou um momento de escuta atenta aos sons da paisagem sonora escolar, do trânsito e domiciliar; 4) Fazendo música com materiais alternativos os alunos foram estimulados a construir objetos sonoros com materiais recicláveis; 5) Fazendo música e artes visuais, teve como objetivo integrar as linguagens artísticas – sonora e visual – propostas de composição musical a partir de elementos visuais.

Desenvolvimento
A educação musical é essencial para formação do ser humano, contribuindo para a compreensão do mundo, para o desenvolvimento da comunicação, percepção sonora e multissensorial. Atualmente a sociedade pressupõe um novo tipo de ensino de arte, onde o ensino de música tradicional deixa de ser foco principal, para dar lugar ao ensino de música através de outros meios, que não unicamente instrumentos e partituras convencionais. Essa nova proposta de ensino musical traz a necessidade de novas metodologias que acompanhem essas mudanças impostas pela sociedade, suscitando que haja transformações no fazer artístico relacionado às modificações sociais, tecnológicas e econômicas.
Dessa maneira o projeto do Pibid “Fazendo Musica com Tudo”, aplicado no ano de 2013 nas escolas estaduais: Professora Leni Marlene Jacob e Bibiana Bitencourt da cidade de Guarapuava – PR procura atender as exigências metodológicas da educação musical no que se refere à música contemporânea dentro do ambiente escolar. Esse projeto pretendeu vislumbrar novas possibilidades de efetivação da educação musical escolar exigida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96.
A música é um conhecimento onde a percepção exerce um papel central, e ela é extremamente fundamental ao ser humano. Sendo assim a inserção da música dentro do ambiente escolar contribui proporcionando um desenvolvimento perceptivo maior nos alunos. Dentro dessa perspectiva, um dos meios de se trabalhar a música nas escolas é a utilização dos recursos tecnológicos disponíveis, como computadores, celulares, Tv’s com entrada Pen drive e também câmeras digitais. Com esses recursos à sua disposição, o professor cria novas possibilidades de realizar novas vivências aos seus alunos, com referências no que é produzido artisticamente na contemporaneidade.
Os meios tecnológicos facilitam o acesso a informações de um modo geral, seja para baixar programas, escutar músicas ou até mesmo compor, pois os acessos ao computador à internet e aos softwares trazem acessibilidade a um repertório musical mais amplo, possibilitando também a edição e criação musical. Com o avanço da tecnologia, equipamentos de gravação de áudio, microfones e outros equipamentos eletrônicos e digitais começaram a ser utilizados nas produções musicais, o que proporcionou uma nova forma de criação, fazendo surgir o que hoje chamamos de música eletroacústica.
Pode-se entender a música eletroacústica, como a música criada em laboratório a qual se utiliza de computadores, sintetizadores, interfaces e samples.
[...] a revolução tecnológica da comunicação e da informação afetou diretamente não só os modos de reprodução musical, mas também a própria produção musical [...] A experiência musical não é mais a mesma dos séculos anteriores. Assim, é bastante pertinente o desenvolvimento de projetos que explorem os recursos tecnológicos para a produção e apreciação musical (programas de estúdio que possibilitem a combinação de diversos sons para compor músicas [...] edição de músicas para produzir trilhas sonoras em filmes e vídeos (GRANJA, 2006, p.113).
Sendo assim, a tecnologia que se encontra disponível possibilita novas formas de criação musical, tanto em sala de aula quanto fora dela, pois é um meio que está presente na vida da maior parte dos alunos.

Considerações finais
A experiência musical centrada na exploração timbrística possibilita ao aprendiz a ampliação da escuta de seu entorno, assim como, a “limpeza dos ouvidos” para uma acuidade musical. A coletividade aliada à uma certa transgressão do modelo tradicional de aula de música, se tornaram possíveis nestas salas de aula em que a regra era: é proibido não-tocar!

Referências
CAZNOK, Yara Borges. Música: entre o audível e o visível. São Paulo: Editora UNESP, 2003.

MENDES, Stenio. Percussão Corporal São Paulo, 2013. (Mimeo).

SCHAFER, M. Afinação do mundo. 2 ed. São Paulo: UNESP, 2011.

______. O Ouvido Pensante. Trad. Maris Fonterrada. São Paulo: Unesp, 2011.








O PIBID NA 32ª BIENAL DE SÃO PAULO – INCERTEZA VIVA

A 32ª Bienal de São Paulo vem com toda força trazendo muitas novidades no ramo da Arte. Sob o título Incerteza viva [Live Uncertainty], a 32a Bienal de São Paulo busca refletir sobre as atuais condições da vida e as estratégias oferecidas pela arte contemporânea para acolher ou habitar incertezas. A exposição acontece de 10 de setembro a 12 de dezembro de 2016 no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, reunindo aproximadamente 90 artistas e coletivos. (http://www.bienal.org.br/evento.php?i=2365).



A exposição se propõe a traçar pensamentos cosmológicos, inteligência ambiental e coletiva assim como ecologias naturais e sistêmicas. A incerteza na arte aponta para a desordem, levando em conta a ambiguidade e a contradição. A arte se alimenta da incerteza, da chance, do improviso, da especulação e ao mesmo tempo tenta contar o incontável ou mensurar o imensurável. Ela dá espaço para o erro, para a dúvida e até para os fantasmas e receios mais profundos de cada um de nós, mas sem manipulá-los. Aprender a viver com a incerteza pode nos ensinar soluções. Incerteza é, sobretudo, uma condição psicológica ligada aos processos individuais ou coletivos de tomada de decisão, descrevendo o entendimento e o não entendimento de problemas concretos. A arte promove a troca ativa entre pessoas, reconhecendo incertezas como sistemas generativos direcionadores e construtivos. (http://www.bienal.org.br/evento.php?i=2365).



Painel de Entrada

Espelho de Som - Eduardo Navarro 

Espelho de Som  - Eduardo Navarro

Nariz, Orelhas, Olhos - Pia Lindman

(Interior) Nariz, Orelhas, Olhos - Pia Lindman 

Em forma de nós Mesmos - Rita Ponce de Léon


A exposição traz produções fantásticas de vários artistas, que vale a pena conferir. A dica é ir com tempo para absorver tudo e aproveitar ao máximo cada centímetro da exposição. Você não pode perder essa oportunidade!