quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O projeto “Guarapuava cara de quem?”: Trabalhando com a cultura regional através da Videodança

          O artigo desenvolvido pelas Pibidianas Carolina e Jessica juntamente com a professora supervisora Denise e pela coordenadora do PIBID música/ arte da UNICENTRO , foi aceito no evento IV SIEPE- Semana de Integração Ensino, pesquisa e Extensão. O artigo foi apresentado de forma oral que teve como auxilio slides que ajudaram na apresentação.

 Segue o resumo do artigo,  e os slides utilizados na apresentação:

O projeto “Guarapuava cara de quem?”:Trabalhando com a cultura regional através da Videodança



Universidade Estadual do Centro-Oeste/Departamento de Arte/Guarapuava, PR.

LINGUISTICA, LETRAS E ARTES/ ARTES.

Palavras-chave: Música, videodança, ensino de arte, formação pedagógica.

Resumo:
O presente resumo pretende abordar o projeto de ensino, Guarapuava, cara de quem?  que ocorreu no segundo semestre do ano de 2014. O projeto foi elaborado a partir de estudos e vivências dos bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência- PIBID – Música/Arte e implementado no Colégio Estadual Bibiana Bintencourt, em Guarapuava no Paraná. A pesquisa diagnóstica realizada junto aos alunos do colégio direcionou a definição do tema norteador do projeto, a Cultura Regional. Apresentam-se neste resumo dados relativos à aplicação do projeto em uma das turmas do colégio, na qual abordou-se a cultura regional através de processos criativos de videodança.

Introdução
            O relato aqui apresentado tem enfoque em possibilidades de atuação do PIBID na formação inicial e continuada de professores de arte. O projeto de música/Arte do segundo semestre de 2014 intitulado Guarapuava, cara de quem?[1]  Tem como focos principas a cultura regional de guarapuava e a música, porém o projeto não se detem somente nesta linguagem artista, ele visa abranger as  diferentes linguagens da arte. O projeto para os dois colégios participantes do subprojeto PIBD/Música, Colégio Leni Marlene Jacob e Bibiana Bitencourt, é único, porém os planos de aula são diferenciados conforme as turmas envolvidas. Para o nono ano da escola Bibiana foi decidido trabalhar o conteúdo do projeto através da Videodança.           Partindo de estudos sobre cultura regional compreende-se que ensinar arte regional, especificamente a da cidade de Guarapuava, local de realização do projeto, é extremamente necessário para o aprendizado do aluno, pois ele estará compreendendo histórias, lendas e fatos que o rodeiam. Nota-se que o conhecimento da cultura local reforça sua valorização.
Em tal acepção, projetamos a nós próprios nessas identidades culturais, à medida que internalizamos tais significados e valores, alinhando nossos sentimentos subjetivos com os lugares objetivos que ocupamos no mundo social e cultural em que vivemos. Ou seja, o mundo exterior é que estaria mudando, fragmentando o indivíduo, obrigando-o a assumir várias identidades. Com o agravante de que o ambiente em que vivemos agora é considerado provisório e variável. (MIRANDA, 2000, p.82)
            Por meio desse pensamento utilizamos a vídeodança para dar enfoque na valorização da cultura regional através de seu estudo e práticas artísticas que tiveram como poética a cidade de Guarapuava.

Ensino de videodança
            Videodança trata-se de uma linguagem onde a eternização da dança é levada em consideração. O vídeo é uma maneira de captar os movimentos e de eterniza-los, sendo eles memorizados em um ambiente externo a nossa memória corporal e intelectual. Mas a associação de dança e vídeo na videodança é diferente, não sendo apenas um registro das coreografias, mas sim uma nova possibilidade do artista de explorar movimentos, espaços, tempo e a percepção do público.
Nesse encontro de linguagens, a dança não deixa de ser dança para tornar-se vídeo, nem o vídeo deixa de ser vídeo para tornar-se dança. Pelo contrário, as singularidades de cada uma das linguagens são mantidas, porém, uma deixa se afetar pela outra na construção de uma nova linguagem, que também será singular, no sentido de que não será “Dança” nem “Vídeo”, mas “Videodança”. (CAMPELATTO; MESQUITA, 2014, p. 15)
            Não há uma definição específica e objetiva do que é um videodança, mas o que se sabe é que a videodança apresenta-se como um meio expressivo em que há a possibilidade de abordar diferentes níveis de realidade e que trabalham as especifidades de cada linguagem (cinema e dança).
Se as novas tecnologias abrem brechas para ruídos e usos alternativos das mídias, a videodança pode ser apontada como uma expressão que faz um uso criativo e resistente à espetacularização midiática, à medida que trabalha o corpo e o intelecto de forma integrada. Mais que o produto, o processo é absolutamente enriquecedor por desenvolver uma consciência do corpomídia, o corpo sendo e produzindo cultura. (NUNES, 2008, p.6)
                O videodança também direciona o olhar do espectador e aumenta o conceito da dança. Há uma desvinculação do corpo virtuosíssimo, assim como na dança contemporânea, e amplia as possibilidades de criação a partir de pequenos detalhes, usando assim como matéria prima o potencial expressivo que o corpo de qualquer ser humano possui.
Videodança uma Arte tecnológica
                Outro fator importante para se ressaltar, foi o uso das tecnologias para a realização da prática do projeto, já que a videodança é uma arte tecnológica, pois seu suporte é o vídeo. Diana Domingues (2001) em seu capítulo Tecnologias, produção artística e sensibilização dos sentidos, traz uma definição sobre arte tecnológica, sendo toda atividade ou prática denotada como artística que se serve das novas tecnologias, como meio em vista de um fim artístico.
            Não é de hoje que a linguagem artística se apropria dos novos conhecimentos e avanços da ciência e exatas, podemos perceber isso na origem do cinema, como arte trás o corpo que experimentou a velocidade, de uma forma sensível para a tela. Essas obras que se apoderavam das novas descobertas começam a estabelecer uma relação diferente entre a estética, poética e técnica, entre a imaginação do artista e os avanços das ciências e experimentações tecnológicas.
           
A cultura regional trabalhada através da Videodança.
            O foco do projeto, no nono ano do Colégio Bibiana Bitencourt, foi estimular os alunos à se expressar através da dança e da música, tendo como referência a sua cultura. Para a edição da música, os alunos utilizaram o programa de edição de áudio, Audacity, e utilizaram suas ferramentas para gerar efeitos e para modificar a músicas já conhecidas ou criando e editando suas próprias músicas, as quais foram produzidas a partir da paisagem sonora captada na região.
            O projeto se desenvolveu em três etapas: a primeira etapa consistiu em aulas de musicalização, baseadas no método de ensino ‘Lenga La Lenga: Jogos de mãos e copos’ (BEINEKE, 2006) e também na exploração dos sons produzidos com o corpo como instrumento musical através de percussão corporal, para que os alunos expandissem sua imaginação. Por meio da ampliação do repertorio musical dos alunos, buscou-se permitir uma maior aptidão para romper com a ideia de música tradicional, percebendo que através de captação de áudio (paisagem sonora) e manipulação, os alunos poderiam compor música.
            Na sequência, os alunos foram introduzidos teoricamente no que consistia uma videodança, quais são as diferenças entre videodança e vídeo de dança, sendo levados vários videodanças para debater o assunto. A segunda etapa do projeto foram realizadas aulas práticas de dança, nas quais os alunos, em grupos,  elaboraram pequenas frases de movimento, e assim explorou-se a gravação desses movimentos em diversos ângulos e espaços. Grande parte da gravação dos grupos aconteceu no ‘Parque do Rio Jordão’ que fica aproximadamente quinze minutos da escola. Os alunos foram levados ao parque Jordão acompanhados das pibidianas e da professora regente, de forma que ambas auxiliaram nas gravações.
            A terceira etapa foi a manipulação do vídeo e do áudio através dos softwares como Audacity e Moviemaker, essas manipulações ocorreram no laboratório de informática da escola. Os alunos exploraram as ferramentas desses programas aplicando vários efeitos através de acompanhamento nas aulas pelas pibidianas.

Conclusões
            Podemos notar durante as práticas realizadas pelos pibidianos na implementação do projeto Guarapuava- Cara de quem? no nono ano do Colégio Bibiana Bitencourt, que para trabalhar com a videodança temos que quebrar alguns tabus sobre a dança, que alguns alunos trazem consigo. Fazendo com que eles reflitam sobre dança através das aulas teóricas dialogando com os videos que abordam o mesmo tema, proporcionando uma visão ampla e profunda sobre videodança e sobre a própria arte, já que a videodança é um conjunto de linguagens artisticas. Um fator que dificultou à execução do projeto foi a produção final (videodança), que ficou para o último bimestre e como vários já estavam aprovados na disciplina, o interesse em realizar a proposta foi se reduzindo.
            A videodança proporcionou também aos alunos um conhecimento mais aprofundado sobre a cultura regional de Guarapuava, pela compreensão sobre a cultura onde estão inseridos. O projeto também possibilitou uma visita guiada aos pontos turísticos de Guarapuava, o que foi importante para a ampliação do conhecimento dos monumentos e pontos turísticos da cidade, por se tratar de alunos advindos, em sua maioria, da área rural.
            Como o projeto foi realizado com objetivo de realizar um trabalho interdisciplinar em relação às linguagens artísticas como a dança e música, os alunos tiveram contato com diferentes linguagens, através de metodologias diferenciadas: apreciação, performance e composição. Ressalta-se aqui a valorização do lúdico nas aulas, o que permitiu uma maior motivação por parte dos alunos. Em relação à formação profissional dos acadêmicos, objetivo do pibid, durante a aplicação do projeto adquirimos prática em sala de aula, assim como o aprendizado na elaboração de planos de aula, materiais didáticos, e auxílio na realização das tarefas do professor supervisor, como avaliação e registro. Essa experiência foi de grande valia, pois evidencia a rotina de um professor dentro e fora da escola, tornando assim o PIBID uma ferramenta de aprendizagem para os acadêmicos.

Agradecimentos
            Agradecemos a CNPq pelo apoio ao desenvolvimento deste trabalho através do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência. Sem seu apoio essas esperiências não seriam vividas durante a graduação.

Referências
BEINEKE, Viviane; FREITAS, Sérgio Paulo Ribeiro de. Lenga La Lenga: jogos de mãos e copos. 1° edição. São Paulo: Ciranda Cultural, 2006.
CAPELATTO, Igor. MESQUITA, Kamilla. Vídeodança. Guarapuava: Unicentro: 2014. Disponível em: http://dspace.unicentro.br:8080/bitstream/123456789/86/1/Videodan%C3%A7a.pdf Acesso em 01 nov 2014.
DOMINGUES, Diana. Tecnologias, produção artística e sensibilização dos sentidosIn: A Educação do Olhar no Ensino das Artes. Porto Alegre, Ed. Mediação, 2001.
NUNES, Ana Paula. Cultura e Midiatização na relação do Cinema com a Dança. Salvador: IV ENECULT, 2008. Disponível em: http://www.cult.ufba.br/enecult2008/14348.pdf Acesso em 01 nov 2014.
MIRANDA. Antonio. Sociedade da informação: globalização, identidade cultural e conteúdos. Ci. Inf., Brasília, v. 29, n. 2, p. 78-88, maio/ago. 2000. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n2/a10v29n2.pdf Acesso em 25


[1] O titulo do projeto é baseado na canção Cara de quem? Composta pelo música Alexandre Santana, no Cd A traça do Mestre Graça na Terra do Visconde





Slides:










Autora da postagem: Carolina Siqueira.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

ATUAÇÃO DO PIBID- MÚSICA/UNICENTRO NO PROJETO DE ENSINO CONSOM: UMA ABORDAGEM DIDÁTICA DA ARTE CONCEITUAL E SONORA
Bruna Carolina Antonete (PIBID-MÚSICA - UNICENTRO), Fernanda Naiara Bráz (PIBID-MÚSICA - UNICENTRO), Graziela Costa (PIBID-MÚSICA - UNICENTRO), Larissa Lorena de Oliveira(PIBID-MÚSICA - UNICENTRO), Andreia Martins (PIBID-MÚSICA - UNICENTRO), Daiane Solange Stoeberl da Cunha (Orientador). E-mail: dai_flc@yahoo.com.br

LINGUÍSTICA, LETRAS E ARTES, ARTES.
Palavras-chave: Arte contemporânea, Ensino de Arte, Metodologias, PIBID.
Resumo:
O projeto de ensino ConSom buscou trabalhar a arte contemporânea na escola pelo viés do ensino da Arte Conceitual e da Arte sonora. Foram desenvolvidas dez aulas durante o projeto, o qual foi implementado em onze turmas de ensino fundamental em dois Colégios da Rede Pública da Ensino de Guarapuava, no Paraná.  Durante a realização do projeto buscou-se aproximar os alunos à arte contemporânea refletindo também sobre o próprio cotidiano dos alunos. A metodologia adotada no projeto promoveu a experiência da vivência criativa em sala de aula.

Introdução

Ao notar que o ensino da arte contemporânea na escola tem sido muito discutido nos dias atuais, e que ao inseri-la no espaço escolar, principalmente nas aulas de arte, é uma das formas de tentar dirimir a falta de conhecimento desta arte por parte da sociedade, o PIBID – Música desenvolveu no ano de 2015 o projeto de ensino ConSom em duas escolas da cidade de Guarapuava, no Paraná.
Colocar o aluno frente ao seu cotidiano, refletindo sobre o que este tipo de arte quer passar, foi um dos objetivos presentes no projeto. Além de que a partir do viés do ensino da arte conceitual e sonora possamos formar alunos com maior autocrítica, autorreflexão e autoconhecimento.
Através deste resumo será possível conhecer um pouco do trabalho realizado nas escolas pelo Pibid nas escolas, passando por uma breve contextualização teórica sobre o surgimento da arte conceitual, arte sonora e a importância de se ensinar arte contemporânea no espaço escolar. Assim como, será possível conhecer as metodologias utilizadas ao longo das 10 aulas que foram aplicadas ao longo do projeto, finalizando com a conclusão, onde se mostra importância da realização de um projeto como este.

Revisão de Literatura
O termo arte conceitual foi utilizado pela primeira vez na década de 1960, pelo grupo Fluxus, e foi definido como o tipo de arte que usa como material o conceito.
ANDREI (2008) argumenta que, na arte conceitual, a discussão não é mais em torno da realização do produto artístico (visto que este não precisa mais ser desenvolvido tecnicamente pelo artista). A ideia é ressaltar o conteúdo da obra e trazer a discussão sobre o valor artístico do objeto de arte:

Em sua definição mais ampla possível, então, o conceitual na arte significa uma crítica ampliada da coesão e da materialidade do objeto artístico, uma crescente cautela em relação a definições da prática artística como puramente visual, uma fusão da obra com seu local e contexto de exibição, e uma ênfase maior sobre as possibilidades do caráter público e da distribuição das obras de arte (ALBERRO, apud ANDREI, 2008, p. 20).

A arte vem intervir no olhar do espectador tendo ele uma visão crítica de arte ou não, fazendo quem quer que a encontre pensar a respeito. Para VAZ (2010) o público tem consciência do sistema da arte que permite apreender o conteúdo das obras, mesmo que ainda o estado contemporâneo gere duvidas e incompreensões pelo fato de se referir a um período muito recente que se instaura e os códigos vigentes terem se transformado rapidamente nas últimas décadas.
Como arte sonora, CAMPESATO (2007) define aquela que surgiu na década de 1970 e integra música, artes visuais e arquitetura. Ela se assemelha a arte conceitual por buscar novas formas de interligar expressões artísticas fugindo do academicismo e produzindo novos conceitos e produtos artísticos que não cabem nas classificações tradicionais da arte. Nessa área de confluência das artes foi produzido um processo de hibridização dos elementos som, tempo, espaço e imagem (CAMPESATO; IAZZETTA, 2006).
Dentro da arte sonora, a arte conceitual permite estabelecer relações entre outros questionamentos trazidos pelos materiais e formatos; a possibilidade de experimentação não só com o som, mas também com o tempo e o espaço, em especial através da instalação. Segundo CAMPESATO e IAZZETTA (2006) o espaço passa a fazer parte da obra. Não é somente a qualidade acústica do espaço que assume importância, mas a totalidade de sentidos gerados pelo espaço como: cor, textura, dimensão, superfície, projeção, forma e imagem; pois cada um desses elementos pode assumir um significado importante dentro da obra.
Os autores ainda ressaltam a diferença da percepção musical em uma obra de arte sonora, se diferenciando do que as pessoas estão acostumadas a presenciar em salas de concertos. O tempo empregado nesse tipo de arte é condensado ou suspenso. O início e o fim são demarcados conforme o interesse de cada espectador, em que capta um significado imediato e a relação com os outros elementos não temporais que estão presentes na obra, dizem respeito ao espaço e o conceito aplicado nela (CAMPESATO; IAZZETTA, 2006). Como a produção de arte sonora está muito relacionada às instalações artísticas elas acabam propondo novas relações espaciais e temporais, modificando o ambiente e discutindo sobre a questão do tempo (CAMPESATO, 2007).
Segundo CAMPESATO (2007), outro fato importante a ser falado é a conceptualização da arte e a influência que recai na prática do artista, onde ele sai da posição individual e mistificada, para ser um observador do mundo em que está inserido se apropriando das características deste para produção do seu trabalho artístico. A arte sonora também traz valores da música eletroacústica, que conforme CAMPESATO (2007) se baseia na ideia de John Cage de fazer da música uma área de invenções e um artista que busque novos meios de criação e experimentação sonora, lançando um novo conceito.
A arte conceitual, assim como a arte sonora tem ampliado sua presença para além dos museus e galerias, podendo trazer grande contribuição no ambiente escolar. O caminho para a apresentação destes assuntos pode ser através de contextualizações teóricas, vídeos, imagens, diálogos e experimentações para que o aluno possa aumentar seu conhecimento e repertório, assim como propor criações artísticas para que os estudantes possam vivenciar o processo de criação em arte. Ao se abordar a arte contemporânea em sala de aula o educador tem a oportunidade de apresentar uma arte que proporciona diversas experiências e que está mais próxima do cotidiano do educando. Por fim, desenvolver o conhecimento, a capacidade crítica e criativa são alguns dos objetivos que o ensino da arte contemporânea vem buscando no espaço escolar, o que entra em consonância com os objetivos do presente projeto.

Por meio da arte é possível desenvolver a percepção e a imaginação apreender a realidade do meio ambiente desenvolver a capacidade crítica, permitindo ao indivíduo analisar a realidade percebida e desenvolver a criatividade a mudar a realidade que foi analisada (BARBOSA, 2002, p.18).

Resultados e Discussões
            O desenvolvimento do projeto ConSom no Colégio Estadual Professora Leni Marlene Jacob se deu com a participação de cinco turmas do 7º ano do ensino fundamental II, no Colégio Bibiana se deu com seis turmas de sexta, sétimo, oitavo e nono anos do fundamental II. Durante seu desenvolvimento o projeto passou por diferentes etapas. Primeiramente desenvolvemos aulas de cunho teórico sobre arte conceitual, foram levados diferentes materiais para melhor compreensão dos alunos. Toda a teoria exposta até então serviria como base para o auge do projeto, a criação de uma escultura sonora. Durante esse processo de criação, houve diferentes etapas a serem realizadas como: idealização do projeto, onde deveriam expor suas ideias, pensando no que se iria explorar e quais materiais seriam utilizados. Dependendo da turma, foram usadas linguagens e materiais diferenciados. Os resultados esperados do projeto foram obtidos, pois proporcionamos aos alunos a experiência de reflexão, conhecimento e criação em arte.

Conclusões
A vivência diária da docência, é de extrema importância para os alunos de cursos de licenciatura, enquanto professores em formação, permitindo a avaliação dos pontos positivos e negativos, para futuramente propor aos alunos.
Vivenciar o processo de planejamento, aplicação e acompanhamento da criação artística possibilita simultaneamente conhecer a teoria e experimentar e dividir as habilidades no fazer artístico com os colegas, entre os diversos desdobramentos da proposta no contexto de ensino de Artes.
O fazer musical, trabalhado em sala de aula, por meio da pesquisa, manipulação e criação de sons, possibilita ao aluno a compreensão das manifestações e expressões musicais que estão a todo momento presentes à sua volta, por meio inclusive da observação do trabalho dos colegas durante as exposições dos trabalhos feitos. Outra grande contribuição compreende entender a música como algo que pode ser manipulado, algo dinâmico e acessível e que a música pode não ser somente apreciada, mas criada.  
O contato com os alunos e a integração no cotidiano escolar, proporcionou um conhecimento amplo de como é a dinâmica da sala de aula, melhorando assim as práticas de docência na esfera da Arte.

Referências
ANDREI, C.B. A Arte Conceitual e o Espectador. 2008. 92p. Dissertação (mestrado) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Instituto de Artes. 2008. Disponível em: http://livros01.livrosgratis.com.br/cp080927.pdf Acesso em: 20/08/2015.
CAMPESATO, L; IAZZETTA, F. Som, Espaço e Tempo na arte sonora.  XVI Congresso da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Música (ANPPOM). Brasília, 2006.
CAMPESATO, L. Arte Sonora: uma metamorfose das Musas. 2007. 173 f. Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.

BARBOSA, Ana Mae. Inquietações e mudanças no ensino da arte. São Paulo: Cortez, 2002. 
Durante a realização da SIEPE -Semana de Integração de Ensino, Pesquisa e Extensão - entre os dias 26 à 30 de outubro aconteceram várias Oficinas de produções artísticas e culturais.Os bolsista do PIBID Arte/ Música participaram destas atividades, e nós Graziela Costa e Maiquiele Silva e Daniele Gerber ( ex-bolsista) ministramos a Oficina de Stop Motion.  no dia 29 de outubro de 2015, que foi oferecida para a comunidade em geral, nas dependências da faculdade. A Oficina contou cm a presença de 15 pessoas,todas discentes da Unicentro, dos cursos de Arte e Letras. Durante a oficina foram produzidos vídeos utilizando a técnica do Stop Motion ( que foi previamente discutida com os alunos). 
Foi uma oportunidade de aprender e ensinar as práticas docentes e a técnica para que possamos futuramente usar em sala de aula com nossos alunos. 
A seguir algumas imagens feitas durante a oficina:






VIVÊNCIA ACADÊMICA NAS AULAS DE ARTE DO COLÉGIO ESTADUAL PROF.ª LENI MARLENE JACOB COM FOCO NA CULTURA REGIONAL

Resumo expandido apresentado na SIEPE 2015 pela bolsista Isabel Ramos

VIVÊNCIA ACADÊMICA NAS AULAS DE ARTE DO COLÉGIO ESTADUAL PROF.ª LENI MARLENE JACOB COM FOCO NA CULTURA REGIONAL

Isabel Cristina Rickli Ramos (PIBID/CNPq-UNICENTRO), Daniele Eduana Rech Gerber (UNICENTRO), Bruna Karla Zapotocziny (UNICENTRO), Tatyelli Maria de Almeida (UNICENTRO), Juliana Teixeira da Silva (Supervisora Pibid), Daiane Solange Stoeberl da Cunha (orientadora) e-mail: dai_flc@yahoo.com.br

Universidade Estadual do Centro-Oeste/Departamento de Arte/Guarapuava, PR.

LINGUÍSTICA, LETRAS E ARTES, ARTES.

Palavras-chave: arte; ensino; cotidiano; docência; cultura regional.

Resumo:
Neste resumo apresentamos a análise da implantado do projeto de ensino “Guarapuava: cara de quem?” realizado pelos acadêmicos bolsistas vinculados ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência, em 2014, no Colégio Estadual Leni Marlene Jacob. O projeto teve como principal objetivo abordar a cultura regional por meio de metodologias que privilegiassem a integração das artes e os processos criativos em sala de aula. Quanto ao nome do projeto deu-se através da apreciação da música “Cara de Quem”, de Alexandre Leocádio em seu primeiro CD “A traça do mestre graça na terra do visconde” com composições criadas a partir de lendas e histórias guarapuavanas. Para a escrita do projeto, primeiramente, durante as observações das aulas de arte e da análise do Projeto Político Pedagógico (PPP) do colégio, definiu-se o tema. Posteriormente, elaborou-se um projeto de ensino com planos de aula específicos para cada turma, o qual foi implantado e analisado. Com este projeto foi possível tornar a vivência com a arte regional mais presente na vida escolar, assim como destacar a importância e o valor da cultura regional para os alunos.

Introdução

            Este resumo tem por objetivo mostrar as experiências vivenciadas nas aulas de arte no Colégio Estadual Leni Marlene Jacob, por meio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência – PIBID, que proporciona ao acadêmico adquirir experiência em docência durante sua formação, além de ser um programa que torna as aulas nos colégios mais dinâmicas, acrescentando na formação acadêmica e também nas atividades escolares.
Observando alguns aspectos culturais de nossa cidade, identificamos a necessidade do conhecimento cultural local e regional para alunos do ensino fundamental, uma vez que esses acabam tendo uma ideia superficial do que envolve essas tradições locais. Diante desses problemas, questionou-se: O que é cultura? Quais as origens da cultura guarapuavana? Como levá-la para sala de aula e envolver os alunos nestas questões?
O projeto se justificou pela necessidade de elaboração de uma proposta que associe na prática docente os conteúdos da Arte a partir do cotidiano do aluno, conforme norteiam as Diretrizes Curriculares de Educação básica do Estado, levando em consideração os conteúdos já trabalhados pelo professor regente, assim como resgatar a história da cidade e vinculá-la a arte trabalhando música, dança, teatro e artes visuais por meio do resgate cultural promovido pelos bolsistas e supervisores do PIBID em conjunto com os colégios parceiros.

Resultados e Discussões

Como ponto de partida deste trabalho foi efetuado a leitura e análise do Projeto Político Pedagógico (PPP) do colégio parceiro do PIBID/Música da UNICENTRO, escrito em conjunto entre os profissionais da educação e comunidade local (pais de alunos), segundo a LDB Lei 9394/96. Segundo Veiga (2005) citado no PPP (2012, p.7): “O Projeto Político Pedagógico é um conjunto de diretrizes políticas, administrativas e técnicas que norteiam a prática pedagógica da comunidade escolar como um todo”.
Desta forma foi possível conhecer melhor o colégio e os alunos, pois as aulas de arte refletem a realidade considerando a liberdade de expressão que a arte proporciona e a relação deles com o cotidiano.
Após esta leitura, foram realizadas observações em sala de aula, as quais proporcionaram o conhecimento sobre os alunos. Neste momento as bolsistas eram apenas espectadoras das atividades em sala. Diante das observações e leituras pôde-se ter uma breve comparação dos alunos, sobre o olhar do PPP e das bolsistas.
Prosseguindo a pesquisa para a realização da pesquisa-ação, juntamente com as professoras supervisoras do PIBID. Elaborou-se um projeto pedagógico com foco na cultura regional do Paraná, com olhares voltados para cultura guarapuavana.
A cultura das sociedades reflete no processo de ensino aprendizado, deste modo, pelas vivências em sala de aula e de um olhar voltado para cidade de Guarapuava, fez-se necessário fazer um projeto baseado na cultura, trazendo à tona a cultura regional e da cidade, de um modo específico às produções artísticas e artesanais – que muitas vezes passam despercebidas e não são valorizadas em sala de aula.
Com o objetivo de possibilitar aos alunos a aluno ampliação do repertório sobre sua própria cultura, promove um olhar crítico quanto ao seu papel em sociedade, bem como a valorização e a conscientização de que todos somos seres culturais.
 Ao falar e estudar cultura tem que se fazer entender o que é cultura e fazer com que o aluno nela se reconheça, sinta se parte dela, e que por meio de cada ser ela se propaga. Sabendo que cultura é o que é adquirido e desenvolvido socialmente, entendemos que:

A valorização da cultura popular para as culturas populares está inserida no imaginário social, que por sua vez são resgatados nas representações sociais e que, por conseguinte relacionados à identidade cultural (LOSSIO, 2007. p. 4).

            Os alunos sofrem interferências de seu meio cultural e seu cotidiano e muitas vezes criam a ideia errônea de que não pertence à manifestação nenhuma, por isso nota-se a importância de levar para a sala de aula assuntos referente à cultura local e regional que estão inseridas em seu dia a dia que abrangem desde as músicas até a culinária e religião, pois desta forma eles estarão mais envolvidos nas atividades de arte na escola por conta de sua familiaridade com o tema, as histórias e lendas contadas na infância, trazendo um novo olhar sobre arte e cultura, com fruições diferenciadas para os alunos. Segundo Damatta (1984) a rotina também é um fator de extrema importância para elencar características de um povo:

A construção de uma identidade social, então, como construção de uma sociedade é feita de afirmativas e de negativas diante de certas questões. Tome uma lista de tudo o que você considera importante – leis, ideias relativas a família, casamento e sexualidade; dinheiro; poder político; religião e moralidade; artes; comida e prazer em geral – e com ela você poderá saber quem é quem. (p. 17).

Durante as observações das aulas de arte a partir de atividades propostas pela professora, foi possível notar a importância do meio cultural em que estavam incluídos aqueles alunos. A partir do conteúdo proposto, os alunos faziam referências ou utilizavam dos elementos que compõe a arte que está mais próxima a eles: hip-hop, dança de rua, rap ou “as cores do reage”, uma expressão utilizada pelos alunos.
Desta forma traz-se à tona a importância da cultura regional, tornando-a também conhecimento mais próximo e cotidiano, aumentando o repertório dos alunos e tornando a cultura regional parte deles.
Os alunos conheceram, através de aulas dialogadas, suas origens, de onde vêm os costumes dos familiares, os gostos, que girou em torno de muitas conversas e apontamentos feitos por eles mesmos durante as aulas, também é notável que todos os alunos sentiam-se motivados a pesquisar, entrevistar familiares, relatar aos colegas suas vivências e contribuir nas aulas.
No desenvolvimento do projeto forma abordados diferentes assuntos da cultura regional que permitiram a aprendizagem de conteúdos específicos das diferentes linguagens artísticas. Apreenderam conceitos de música - percussão em copos e percussão corporal, sonoplastia e paisagem sonora; do teatro - jogos teatrais que envolviam lendas guarapuavanas; das artes visuais - com modificações em fotografias e pinturas da paisagem da cidade - e de dança - com o fandango do Paraná.
Para o encerramento do projeto realizamos um passeio de ônibus pela cidade para que os alunos, que muitas vezes acabam não saindo do próprio bairro, conhecessem alguns pontos turísticos da cidade que de alguma forma fazem parte da realidade deles.
Puderam relacionar as lendas e causos, as histórias que cercam a cultura e identificar os costumes das pessoas. Todos ficaram maravilhados com o passeio e aprendizagem se tornou mais prazerosa e dinâmica.
Outro ponto que vale ressaltar é que durante toda a aplicação do projeto, os alunos ao final de cada aula relatavam por escrito o que lhes era interessante falar das aulas, através de um diário de bordo. Eles tinham total liberdade para escrever o que realmente pensavam sobre o assunto e sobre o direcionamento dado pelos pibidianos. Isso promove uma reflexão dos bolsistas para com o seu papel educativo em sala de aula e na vida dos estudantes.

Conclusões

O projeto “Guarapuava, Cara de Quem”, apresentou aos alunos escultores guarapuavanos, pintores da região, peças teatrais sobre a história de Guarapuava e músicas paranaenses como, por exemplo, o fandango, assim com seus respectivos interpretes, entre outros cantores que representam o Estado, também trabalhos de artesãos locais que dão continuidade aos costumes e tradições da região, bem como a culinária paranaense, grupos de dança. As atividades foram planejadas e desenvolvidas tendo como base cultura e arte com foco na aplicação em sala de aula.
A aplicação deste projeto foi relevante para os bolsistas do PIBID, pois estando em formação docente, aprendem a ser profissionais do ensino da Arte e também percebem a preocupação de valorizar a cultura local e regional.  É necessário ser flexível, ter disponibilidade para adaptar seu planejamento em virtude de dificuldades externas, e ainda, considerar a aprendizagem do aluno como principal fator a ser considerado na efetivação curricular.


Referências

Damatta, Roberta. O que faz o Brasil, Brasil? Rio de Janeiro, Rocco, 1984.
LOSSIO, Rúbia Aurenívia Ribeiro; PEREIRA, Cesar Mendonça. A Importância da Valorização da Cultura Popular para o Desenvolvimento Local.  Salvador, 2007. Disponível em: >. Acesso em: 24 mar 2014.
Brasil. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em: Acesso em: 11 ago 2014.
Colégio Estadual Leni Marlene Jacob. Projeto Político Pedagógico do Colégio Estadual Profª Leni Marlene Jacob – Ensino Fundamental e Médio. 2012. Disponível em: Acesso em: 24 mar 2014.

LEOCÁDIO, Alexandre. A traça do mestre graça na terra do visconde. In.: Fabi Stoerbrl. Curitiba: Fonomidia, c2014. 1 CD. Faixa 9 (1 min 34).

Slides da apresentação:















segunda-feira, 16 de novembro de 2015

"Game Art" no novo projeto de Arte no colégio Bibiana Bitencourt

Com o fim da aplicação do projeto " ConSom" no colégio Bibiana Bitencourt, o PIBid Arte iniciou no mês de Setembro as pesquisas e discussões para escolher um novo tema a ser abordado nas salas de aula. Optamos por tratar sobre a manifestação artística contemporânea: " Game Art". Como base para elaboração deste novo projeto utilizamos o projeto dos acadêmicos do quarto ano de Arte e Educação da Unicentro: Diego Bassara Fogaça e Emilene Dierka.
Em seu projeto os acadêmicos utilizam o jogo para trazer os fundamentos do teatro; considerando o jogo como recurso de apropriação que gera interesse geral nos alunos e trabalha a ludicidade.
Para a aplicação no PIBid 2015, resolvemos elaborar nosso projeto a partir dos jogos teatrais como nossos colegas, mas estendemos a ideia do jogo para as outras linguagens artísticas: jogos musicais; criação de partituras gráficas; boomwhackers; bambolês dançantes e dinâmicas de dança.
Na aplicação deste, estamos percebendo o envolvimento e participação dos alunos e também novos métodos dos estudantes absorverem o conteúdo teórico; os jogos estimulam e mostram na prática o que depois é estudado na teoria. Também exploramos novos materiais na abordagem de cada jogo como os "paper toys" para elaboração de personagens em jogos teatrais; os boomwhackers em jogos musicais e os bambolês em jogos de dança.
O projeto ficou com 26 aulas geminadas, a aplicação já esta em fase execução e abaixo seguem algumas fotos das atividades desenvolvidas.


 



domingo, 15 de novembro de 2015

Oficina - Corpo e Movimento

  Durante os dias 26 à 30 de outubro aconteceu na UNICENTRO a SIEPE – Semana de Integração  de Ensino, Pesquisa e Extensão, onde os bolsista do PIBID Música/ Arte realizaram diferentes atividades.
  Uma das atividades realizadas ocorreu no dia 27 de outubro de 2015, onde as bolsistas Aline, Fernanda e Larissa ministraram a oficina Corpo e Movimento, oferecida para a comunidade em geral, no Laboratório de Arte ( Barracão).
 Durante a oficina foram realizadas diferentes dinâmicas envolvendo a percepção, o movimento, improvisação e o contato com o corpo do outro. As dinâmicas foram pensadas e desenvolvidas a partir de exercícios que nós acadêmicas do curso de Arte – Educação aprendemos durante as aulas de dança que temos em nosso curso.
 Ficamos satisfeitas com o resultado de nossa oficina, pois pode - se oferecer a comunidade o conhecimento que nos é passado durante a nossa graduação, colocar esse conhecimento em prática se torna muito gratificante.
 Um dos pontos negativos que observamos foi à falta dos participantes inscritos para a oficina, mas por outro lado como ponto positivo, foi que grande parte dos participantes que participaram da oficina são os  próprios acadêmicos do curso de Arte – Educação. Vemos essa participação como uma valorização do nosso próprio curso, pois como acadêmicos devemos participar das atividades que nosso departamento e acadêmicos oferecem, além de aprimorar nosso conhecimento em nossa área. 



Abaixo segue algumas imagens dos exercícios realizados durante a oficina. 














quinta-feira, 12 de novembro de 2015