domingo, 18 de dezembro de 2016

Olá pessoal... Estamos aqui neste maravilhoso dia para fazer mais uma postagem referente ao XII Simpósio de Arte-Educação - CRIAtividade e Ludicidade, que ocorreu nas dependências da UNICENTRO... Pode parecer um pouco tarde para tal, porém, antes tarde do que nunca! 

Então... Nos dias 6 e 7 de outubro de 2016, tivemos a participação especial da Roberta Forte, Mestranda em Música pela UNESP, que ministrou a oficina intitulada “Corpo e Voz em Cena”.
            Esta oficina teve como intuito proporcionar vivências unindo o espaço cênico com a música percussiva, criando essa interdisciplinaridade entre duas linguagens artísticas. A oficina ocorreu intercalando dinâmicas e discussões de novas possibilidades de aplicação das mesmas no âmbito escolar, além de expor qual foi a sua compreensão musical e corporal proporcionada pela atividade.
            Primeiramente teve uma dinâmica para o aquecimento da voz e do corpo, acompanhada de outras atividades que iam se complementando.


➧ DESCRIÇÃO DINÂMICA:
Aquecimento de voz:
- Passar da flecha – A ministrante fazia uma sequencia simples de sons corporais, como bater palma e em seguida bater o pé, e “jogava” a flecha para qualquer pessoa da roda, e essa pessoa tinha que repetir tal sequência e passar para outra pessoa, e assim sucessivamente.
- Sons de “S” – A ministrante fazia de conta que pegava algo no ar, tipo um pequeno objeto e passava para a pessoa do lado fazendo um caminho no ar produzindo o som de “S”.
- Sons de “OM” – (boca fechada) – Idem o direcionamento da atividade de cima, mas desta vez com o som de “OM”, como o da meditação.
- Sons de “U” – (fantasma) – Nessa atividade, a pessoa passava utilizar e aquecer o corpo, caminhando dentro do circulo e levando o som de “U” até outro colega, porém esse caminhar seguia a movimentação do som produzido.
- Sons de “degustação” – A ministrante fazia de conta que estava degustando um alimento, passando para outra pessoa que produzia um som diferente, e assim de forma sucessiva.



Aquecimento corpo e voz:
- Música “É Meu” – A cada sequencia cantada da música, aquecia uma parte do corpo, ou seja, na primeira vez os pés “dançavam” de acordo com o ritmo da música, depois vinham os joelhos, as pernas, o quadril, o tronco até chegar na cabeça e aquecer o corpo todo.
- Movimentos corporais com sons – Cada participante da roda tinha que produzir um determinado som de acordo com a movimentação produzida por seu corpo, unindo corpo e voz como se um nascesse a partir do outro.


Após as atividades de aquecimento da voz e do corpo, passamos para outras dinâmicas, onde a primeira delas era a criação de uma cena teatral apenas com sons, onde os participantes foram divididos em trios e teriam que criar qualquer cena que lhes viesse à cabeça, mas utilizando apenas sons para descrever o que acontecia. Seguido da apresentação, havia uma breve discussão sobre as impressões causadas pelas apresentações e das descobertas e possibilidades observadas.
A próxima atividade, ainda em grupo, era criar uma paisagem sonora relacionando os sons com a movimentação do corpo, tendo em seguida a breve discussão da percepção de cada um. E por fim a ultima dinâmica apresentada utilizava um material diferente, que era o jornal. Então, foi distribuída uma folha de jornal para cada participante, e a primeira ação seria todos lerem juntos e em voz alta dois parágrafos de qualquer matéria, em seguida ler novamente os dois parágrafos escolhidos, mas quase sussurrando, e na próxima vez mudando o timbre da voz.
Depois, todos leriam mentalmente, mas a cada letra “P” encontrada nos parágrafos, fariam o som de “PIM”, e em seguida a cada “M” fariam “MMMMMM” fazendo um “caminho” com o corpo, depois a cada letra “B” fariam “BIP”, e por ultimo a cada “S” fariam “SSSSSS” fazendo novamente uma movimentação corporal de acordo com o som. E a ultima ação da dinâmica consistia em ler os dois parágrafos com raiva, terminando a leitura teatralmente amassariam o jornal, jogariam no chão e sairiam de cena.
            A ultima atividade para encerrar a oficina era o “Improvisão”, que consistia em, sentados em uma roda, iniciar com o silencia, e assim que os participantes se sentissem a vontade começariam a produzir sons com a boca, aumentando gradativamente a intensidade, em seguida iniciariam as percussões corporais chegando ao clímax da composição, depois a percussão ia parando voltando a ter somente timbres e sons diferentes, até finalizar no silêncio novamente.

            Essa oficina proporcionou experiências dinâmicas sobre o corpo e a voz em cena, além de ampliar vivências que podemos levar para a sala de aula em outros contextos!!!



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